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Despesas como IPTU, IPVA e material escolar podem afetar o rendimento dos trabalhadores neste início de ano

Toledo | 11/01/2019 | 17:25 |
Todo início de ano é cheio de dor de cabeça para os trabalhadores, que além das contas rotineiras, que já estão acostumados a pagar todos os meses, precisam se preocupar com as contas adicionais, como IPVA, IPTU e material escolar no caso de que tem filhos.

De acordo com o economista, Jandir Lima, quem não se planejou terá dificuldades neste começo de ano para quitar as dívidas extras. “Para quem guardou uma parte do 13º salário e do terço de férias a dica é para que use esse dinheiro para quitar as dívidas adicionais. Quem não se planejou terá problemas, já que as contas rotineiras continuam vindo”.

Outra dica do economista é para que as pessoas que tem algum dinheiro sobrando quitem os impostos a vista. “Para quem tem algum dinheiro sobrando o melhor a se fazer é quitar os impostos a vista. Quem paga esse tipo de dívida a vista costuma receber um desconto entre 10 e 15%. Além disso o pagamento prévio pode prevenir para possíveis despesas extras no futuro, o que também pode afetar no pagamento das dívidas”, explicou.

Para quem não pode pagar essas contas à vista o economista indica o pagamento parcelado, sem recorrer a empréstimos ou cheque especial. “Para quem não pode pagar os impostos a vista a indicação é parcelar. Empréstimos, utilizar o limite do cheque especial ou outra forma de crédito é arriscado, pois possuem taxas de juros altíssimas, o que pode levar a uma bola de neve”, informou.

Material escolar

Outra dívida extra que pode causar dor de cabeça a quem tem filho é a compra dos materiais escolares. Alguns economistas recomendam que o planejamento seja feito de maneira prévia. O alerta também é feito para que as pessoas não se empolguem com alguns descontos, materiais desnecessários e é claro façam a devida análise do que pode ou não ser comprado, já que não adianta quitar uma dívida e deixar de quitar outras.

Jandir Lima, orienta para que as famílias efetuem as pesquisas de preço ou comprem em conjunto com amigos, buscando um desconto maior. 

“A principal dica é para que as famílias pesquisem os preços em várias lojas e livrarias e até mercados, que disponibilizam esse tipo de produto hoje em dia. Alguns dados mostram que o material escolar pode ter até 200% de variação no preço do mesmo produto de uma loja para outra. Está aí a importância de caminhar um pouco mais e pesquisar os preços. Outra ideia é comprar em conjunto com amigos, buscando descontos especiais”, destacou.

“Os pais também devem pedir que as escolas antecipem a entrega da lista de materiais, o que facilita o planejamento. Outra ideia é identificar os materiais que podem ser utilizados de um ano para o outro, ou o que podem ser passados de um irmão para o outro em caso de famílias com mais de um filho. Tudo isso pode diminuir os gastos consideravelmente”, pontua o economista.

Dívidas com cartão de crédito

Outras dívidas que podem afetar o planejamento dos trabalhadores são as dívidas com cartão de crédito, que costumam se transformar em uma bola de neve e possuem as taxas de juros mais altas.

Segundo um levantamento feito pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), no mês de novembro de 2018, aproximadamente 77% das famílias endividadas no Brasil, possuem dívidas com o cartão de crédito ou com linhas de crédito. De acordo com o Banco Central, os juros médios do carão até outubro de 2018 ficaram em 278%.

Jandir Lima, orienta para que as altas dívidas como as do cartão de crédito e linhas de crédito tenham prioridade. “As famílias devem procurar pagar primeiro as altas dívidas, principalmente as de linhas de crédito, que tem taxas de juros gigantescas. Outra opção é negociar essas contas com taxas de juros menores, o que pode pesar menos no bolso dos trabalhadores”.

Salário mínimo

O recente aumento do salário mínimo não deve impactar no pagamento das dívidas extras. Em 2018 o salário mínimo estava na casa dos R$ 954,00 e a partir do dia 02 de janeiro, depois de assinado decreto pelo presidente da república, Jair Bolsonaro (PSL), passa a vigorar o valor de R$ 998,00.

O aumento foi de R$ 44,00 e está na casa dos 4,7%, o que não representa muito no pagamento de dívidas extras ou altas dívidas. O aumento do salário mínimo é anual e é calculado pelo resultado do Produto Interno Bruto (PIB), de dois anos antes e a variação da inflação, medida pelo INPC, do ano anterior.

Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), para uma família com quatro pessoas  o salário mínimo ideal para quitar dívidas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, previdência, lazer e demais custos, seria de aproximadamente R$ 3.900,00.

O economista Jandir Lima, ressalta que apesar do valor ainda estar longe do razoável, ele tem apresentado melhora nos últimos anos. “É lógico que em uma família de pelo menos quatro pessoas o salário mínimo ainda está longe do ideal. Mas se levarmos em conta os aumentos colocados em prática desde o ano 2000, quando o salário mínimo estava na faixa dos U$$ 50,00, o aumento é significativo, já que hoje o salário mínimo brasileiro está na casa dos U$$ 300,00”, avaliou.

Jandir ressalta que apesar do baixo salário mínimo a recente queda do dólar pode ajudar as famílias a aumentarem o seu poder de compra e quitar parte de suas dívidas. Nesta sexta-feira o dólar está avaliado em R$ 3,71, uma baixa significativa, levando em consideração que em boa parte do ano de 2018 o dólar chegou a ficar próximo dos R$ 4,00.

Poucos feriados em 2019

Algo que pode contribuir para um avanço na economia nacional no ano de 2019 é o pequeno número de feriados prolongados. Dos 16 feriados e pontos facultativos nacionais, apenas cinco poderão ser prolongados, cinco a menos do que os 10 de 2018.

Quatro feriados e pontos facultativos vão cair no sábado ou domingo, algo que deve aumentar a produtividade das empresas e comércio de maneira geral. Jandir avalia de forma positiva o calendário de 2018.

“Para os empresários é algo ótimo, pois poderão produzir mais, com os trabalhadores tendo mais horas trabalhadas. Isso pode ter um impacto significativo na arrecadação das empresas e comércio, alavancando a economia de 2 a 3%, mas o que ainda não é o bastante para reequilibrar a economia nacional, que passou por uma crise profunda entre 2014 e 2017”, explicou.

Jandir finaliza ressaltando que apesar do aumento na produtividade as empresas precisam criar mecanismos para ter a quem vender. “Não adianta nada a produção aumentar e as empresas não terem para quem vender. Por isso é extremamente necessário que os empresários criem alternativas para aumentar as vendas como promoções, sorteios, brindes, venda produtos especiais e se diferenciem de alguma forma no atendimento e formas de pagamento”, finalizou.

| Fotos: Divulgação |
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