Terça-Feira, 26 de Março de 2019 Redação: (45) 9.9800-7080

Maduro toma posse e chama Bolsonaro de fascista

Mundo | 10/01/2019 | 15:54 | | Fotos: Notícias ao Minuto
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O ditador venezuelano, Nicolás Maduro, 56, tomou posse nesta quinta-feira (10) para um segundo mandato, desta vez até 2025. Ele venceu eleições consideradas fraudulentas pela oposição e por grande parte da opinião pública internacional. A abstenção foi de mais de 54% dos eleitores.

A Venezuela está em meio a uma grave crise econômica e humanitária, com mais de 3 milhões de habitantes tendo deixado o país devido a falta de alimentos e remédios.

Em seu discurso, Maduro afirmou há uma tentativa internacional de "principiar um processo de desestabilização". Disse que o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, é "um fascista", contaminado pela direita venezuelana, que vem impulsando a "direita de toda a região".

Prometeu que levará adiante "as rédeas da pátria, respeitando a democracia", e fez homenagens ao libertador Simón Bolívar (mostrando a chave de seu sarcófago, pendurada em seu peito junto com a faixa presidencial) e a seu antecessor, Hugo Chávez (1954-2013). "Chávez e eu temos a mesma força", disse.

O ditador chavista defendeu as contestadas eleições regionais (governadores, prefeitos) e a própria eleição presidencial, dizendo que foram feitas "com a presença de opositores, e nós, disputando com eles, com os olhos nos olhos, ganhamos".

Afirmou ainda que o mundo é muito grande, maior que "a esfera dos EUA e de seus países satélite", e que neste mundo está a Venezuela, "arriscando criar um novo mundo".

Ele agradeceu a presença de "tantos representantes de países que respeitam a Venezuela". Assim como o presidente do Supremo, Maikel Moreno, que discursou antes, Maduro criticou a Assembleia Nacional "em desacato" e afirmou que a Assembleia Nacional Constituinte tem poderes "supraconstitucionais".

Disse que sua eleição é um "ato de paz" e que há uma "guerra mundial contra nosso país" sendo comandada pelos EUA e "seus países-satélites, que estão como loucos arremetendo contra nós".

O governo Maduro é acusado por organismos internacionais de cometer delitos de lesa humanidade. Há cerca de 4.000 presos políticos em prisões por todo o país, como o Helicóide e a chamada "tumba", ambas em Caracas, onde foram reportadas sessões de tortura. Há ainda pessoas detidas sem julgamentos.

Estavam presentes no Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), onde ocorreu a cerimônia nesta quinta, alguns chefes de Estado alinhados a Maduro. Entre eles, o presidente boliviano Evo Morales, o de El Salvador, Sánchez Cerén, o dirigente cubano Miguel Díaz-Canel, o ditador da Nicarágua, Daniel Ortega, assim como representantes ou delegações de Turquia, Rússia, Bielorrússia, México, Argélia, China, Palestina, Egito, Índia, África do Sul, Iraque, Líbano e países caribenhos, entre outros.

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, viajou para acompanhar a posse em Caracas.

Já a União Europeia, EUA e 13 integrantes do Grupo de Lima (do qual o Brasil faz parte) não enviaram representantes. A maioria não reconhece a reeleição de Maduro. A exceção no Grupo de Lima é o México, que não quis se pronunciar contra e enviou representantes à posse.

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, mandou uma mensagem via redes sociais dizendo que "os EUA não reconhecem a posse ilegítima do ditador Nicolás Maduro. Vamos continuar a aumentar a pressão sobre esse regime corrupto, apoiar a Assembleia Nacional democrática e pedir por democracia e liberdade para a Venezuela".

A União Europeia, por meio de sua porta-voz, Maja Kocijancic, disse que "os Estados-membros não participarão da cerimônia de posse e continuaremos a pedir novas eleições, que se efetuem de acordo aos padrões internacionais".

O governo colombiano se pronunciou por meio de sua vice-presidente, Marta Lucía Ramírez, que gravou uma mensagem dizendo: "Hoje quero convidar o mundo inteiro para que todos, sem importar qual seja a religião que professem, ponham seu coração e sua energia, para pedir a Deus que haja uma saída pacífica da ditadura venezuelana, que permita que esse país recupere a democracia".

O presidente paraguaio, Mario Abdo Benítez, anunciou que seu país está cortando as relações diplomáticas com a Venezuela.

O ato começou às 10h locais (12h em Brasília), com um passeio em carro aberto de Maduro e a mulher, Cilia Flores, pelas ruas do centro de Caracas. Somente militantes pró-chavismo eram vistos, vestindo camisetas e bonés com as cores da Venezuela e com bandeiras do país.

As imagens das TVs alinhadas ao governo mostravam grande quantidade de gente acompanhando Maduro e no entorno do TSJ. Os ângulos a partir dos quais as imagens foram tomadas, porém, não permitiam ver se havia uma grande multidão ou se tratava de um grupo concentrado de militantes.

Normalmente, o juramento do novo presidente sempre se dá na Assembleia Nacional. Porém, o regime considera que esta, de maioria opositora, está "em desacato", segundo a terminologia do regime. Assim, Maduro preferiu realizar a cerimônia no tribunal. Com informações da Folhapress.


PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
INSCREVA-SE NA NOSSA NEWSLETTER E RECEBA AS PRINCIPAIS NOTÍCIAS POR E-MAIL
Participe do nosso grupo no WhatsApp