Quinta-Feira, 19 de Setembro de 2019 Fale Conosco Redação: (45) 9.9800-7080
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Após grave acidente, casal de Umuarama decide formalizar casamento

Umuarama | 21/05/2019 | 21:04 |

O que leva uma pessoa a querer se casar? Quais os preparativos envolvidos na celebração de um casamento? O que o casamento representa na vida de alguém? Esses são alguns dos questionamentos que muitas pessoas fazem ao longo da vida, principalmente, nos tempos atuais.

Maio é culturalmente considerado como o mês das noivas. No Brasil, a tradição segue um modelo disseminado pelo hemisfério norte do globo terrestre. Na região, as festividades são feitas com muitas flores, em homenagem à natureza que floresce na primavera. Ao longo dos séculos, esses elementos foram associados à exaltação do amor no casamento. A relação com as flores e a feminilidade fez com que maio fosse considerado o mês das mães, de Maria e também das noivas.

Mas, o que é ser noiva? Esse desejo ainda atinge as mulheres atualmente?

A umuaramense Rosicléia Rodrigues, de 32 anos, é noiva atualmente. Ela irá se casar no dia 31 de maio, em uma celebração comunitária da Paróquia Santa Clara de Assis, no Jardim Cruzeiro. Ela está junto do companheiro, André Beirão, há quase 14 anos. Os dois se conheceram em um baile da região e foram firmando um relacionamento. Mesmo morando há mais de 10 anos juntos, a história do casal foi repleta de dificuldades para conseguir chegar ao ponto do casamento.

Oriundos de famílias de baixa renda, as condições financeiras em que viviam os impediam de planejar um passo a mais no relacionamento. Até 2015, essa ideia parecia remota, já que a situação estava relativamente cômoda e confortável para o casal. “Eu não tinha muitas esperanças de me casar oficialmente, de forma tradicional. Era algo supérfluo porque o essencial nós já tínhamos e eu me acostumei com essa situação”, conta Rosicléia

No entanto, em 2015 a vida do casal teve uma reviravolta. André sofreu um acidente grave e quase morreu. Após esse acontecimento, os planos mudaram. De acordo com a companheira, naquele ano, ele foi pescar e, no caminho, uma caminhonete capotou e bateu na motocicleta em que André estava. Com a batida, o homem ficou quatro dias em coma e 20 dias na UTI.

“Foi a partir daquele momento que nós vimos o quanto amamos um ao outro. Mesmo estando há quase 14 anos juntos, o amor que eu senti por ele enquanto ele estava acamado foi indescritível. Eu quis tanto que ele se recuperasse logo. E me senti grata quando vi que era recíproco, porque assim que o André se recuperou, me pediu em casamento, dizendo que como passou por uma experiência de quase morte, gostaria de concretizar o desejo de se casar com a pessoa que ele gosta. Depois disso eu não hesitei em aceitar, mesmo sem entender muito o que significava”, relata a noiva.

Para Rosicléia, que vive na mesma casa de André há 12 anos e possui duas filhas, o casamento garantiria uma maior segurança para a companheira e para as meninas, além de ser uma forma de firmar a afetividade que sente pelo companheiro. “Mesmo não sendo o sonho da minha vida, como é o de muitas mulheres, eu acredito que ser noiva é uma forma de dizer que o relacionamento está firme e que a união do casal é forte. Aceitei a proposta por conta das minhas filhas também, que gostariam que nos casássemos”.

Após acatar a ideia, ela fez uma caminhada na Igreja Católica para poder realizar o casamento. Ela fez catequeses, foi batizada, crismada e passou por um curso de noivos. “Essa preparação da igreja manteve a minha ideia firme porque os fiéis da comunidade e o padre me encorajaram a me casar para selar a minha união com meu companheiro”.

Família de Rosicléia reunida para o dia da celebração da Crisma, tradicional na Igreja Católica

E o vestido de noiva?

Mesmo acatando a ideia de se casar, Rosicléia enfrenta dificuldades para concretizar o objetivo. Como ela está desempregada e o futuro esposo sustenta a família com a renda de serviços de pedreiro, ela ainda não conseguiu um vestido de noiva para o dia do casamento. “Eu priorizei a compra de uma roupa para minha filha que será daminha de honra e ela queria muito poder vivenciar este momento de uma forma tradicional. Eu gostaria de um vestido também, mas, no momento, não tenho condições financeiras para isso”.

Para ajudar com os gastos do casamento, a família de Rosicléia fez uma espécie de vaquinha para conseguir arrecadar dinheiro e alugar uma chácara para uma pequena festa entre as pessoas mais próximas. “Para mim isso não faz diferença, mas meus parentes se empolgaram com a ideia e ofereceram ajuda. Não vamos ter uma festa com muitas pessoas por conta dos gastos, mas o auxílio oferecido permite que, pelo menos, eu possa comemorar o meu casamento com as pessoas queridas”, diz.

Mesmo com as dificuldades batendo à porta e com a proximidade do casamento, Rosciléia está esperançosa e ansiosa para a data. “Hoje é o meu desejo e do meu companheiro. Não importam as circunstâncias, nós vamos nos casar na igreja, nem que eu use outro tipo de roupa. O amor que sentimos um pelo outro supera essas barreiras e mesmo que nós tenhamos vivido bem até aqui por quase 14 anos sem nos casar, os acontecimentos dos últimos anos nos fizeram dar um passo adiante em nossas vidas”, completa a mulher.

Clique aqui e participe do grupo do Toledo News no WhatsApp. Receba informações em tempo real dos principais acontecimentos de Toledo.

| Fotos: Arquivo pessoal |
Conteúdo patrocinado abaixo
PUBLICIDADE
Grupo do Toledo News no WhatsApp
Receba as principais notícias do dia direto no seu celular.
INSCREVA-SE NA NOSSA NEWSLETTER E RECEBA AS PRINCIPAIS NOTÍCIAS POR E-MAIL
Consórcio, uma ótima alternativa para investimentos em tempos de crise
Renove seu estofado com a Lava Sofá a Seco!
7 motivos para você inscrever seu filho na Escolinha de Futebol Grêmio Toledo
Aposte nestes chás funcionais para emagrecer. Entrega grátis em Toledo
Bateu o carro? Faça os reparos em até 180 minutos na Rio Chapeação Express