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Brasil vota contra decisão da OMS que pede apoio de saúde à Palestina

Brasil | 24/05/2019 | 08:52 |
| Fotos: REUTERS/Ibraheem Abu Mustafa |
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 Brasil votou contra um projeto apresentado na Organização Mundial da Saúde (OMS) que estabelece uma série de medidas de apoio médico-hospitalar à Palestina. Apesar do voto brasileiro contrário, a proposta foi aprovada na quarta-feira (22) por 96 votos a favor e 11 contra, além de 21 abstenções.

Aprovado com o título "Condições de Saúde nos Territórios Palestinos Ocupados, incluindo Jerusalém Oriental, e no Golã Sírio Ocupado", o texto pede à Direção-Geral da OMS que:

Forneça apoio aos serviços de saúde da Palestina;
Assegure o fornecimento de vacinas, medicamentos e equipamentos médicos em linha com padrões e leis internacionais;

Garanta assistência técnica para o atendimento médico aos palestinos, inclusive detentos;
Apoie o desenvolvimento de um sistema de saúde nos Territórios Palestinos, com foco no desenvolvimento e na alocação de recursos humanos e financeiros.

A delegação brasileira em Genebra (Suíça) justificou o voto ao dizer que "a OMS deve priorizar temas relacionados à saúde, em conformidade com os mandatos da Organização". O voto contrário do Brasil está em linha com a decisão de países como Estados Unidos, Israel, Alemanha e Hungria. 

A favor do texto, votaram representantes de delegações como Rússia, China, França e Japão – além das 26 nações de maioria muçulmana que apresentaram o texto junto com Bolívia, Cuba e Venezuela.

Voto em linha com Israel

O voto do Brasil na OMS condiz com a nova postura do país nas relações internacionais desde o início do governo de Jair Bolsonaro, com forte aproximação de Israel, entre outras mudanças.

Em março, o Brasil votou contra resoluções apresentadas no Conselho de Direitos Humanos da ONU que pediam a condenação de Israel por repressão a civis na fronteira da Faixa de Gaza.

No dia da votação, o ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, comentou a votação em uma rede social. "Apoiar o tratamento discriminatório contra Israel na ONU era uma tradição da política externa brasileira dos últimos tempos", escreveu.
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