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Como o Facebook quer evitar a instabilidade da Bitcoin com a Libra

Tecnologia | 18/06/2019 | 15:28 |

O Facebook, em parceria com várias outras empresas, anunciou nesta terça-feira, 18, a Libra, uma nova criptomoeda que tem como objetivo expandir o conceito e leva-lo até as camadas mais pobres da população global, mirando especialmente em 1,7 bilhão de pessoas que não possuem conta em banco, mas têm um smartphone. A ideia é proporcionar um sistema simples e rápido de realizar pagamentos e transferências monetárias entre usuários, com taxas e burocracia mínimas.

No entanto, se você não se escondeu numa caverna nos últimos três anos, pode ter visto a montanha russa da Bitcoin e outras moedas similares. O sobe e desce de valor desenfreado fez com que as criptomoedas se tornassem um investimento de alto risco, dificultando o seu uso para troca por bens e serviços, que deveria ser a função primária de uma moeda. Afinal de contas, um vendedor não quer vender um produto por, digamos, R$ 10 e descobrir que esse dinheiro está valendo R$ 7 no dia seguinte. Da mesma forma, alguém pode pensar duas vezes em fazer uma compra se imaginar que seus R$ 10 podem estar valendo R$ 13 no dia seguinte.

Essa volatilidade é um obstáculo para adoção da criptomoeda como moeda, o que fez com que o Facebook e seus parceiros desenvolvessem uma “stablecoin”, o que, como o nome indica, tem valor estável, o que a torna mais interessante como meio de pagamento e menos como um investimento.

Para isso, foi necessário ir contra um dos pilares da Bitcoin e similares que não têm qualquer lastro, o que faz com que seu valor seja definido unicamente pelo quanto seus usuários acreditam que ela vale. A Libra tem, sim, seu valor vinculado a alguma coisa no mundo real: outras moedas, como dólar, o euro, o franco suíço, o iene e a libra esterlina.

Neste sentido, a Libra Reserve é fundamental para conseguir manter esse projeto de moeda estável funcionando. Quando alguém troca o seu dinheiro pela Libra, a quantia vai direto para esse fundo, que serve como lastro para as moedas em circulação. A associação prevê o ajuste da composição dos bens ligados a este fundo de forma dinâmica para balancear o valor da criptomoeda e evitar grandes variações de preço.

Quando alguém troca suas Libras por moeda convencional, as unidades da criptomoeda são destruídas. Isso significa que 100% das Libras estão em circulação, sempre vinculadas aos valores da Libra Reserve.

Até o momento, no entanto, não se sabe quanto a Libra vai valer, mas o objetivo é que a moeda tenha um valor próximo do euro e do dólar, para que seja mais fácil compreender e realizar a conversão.

| Fotos: Divulgação / Olhar Digital |
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