Dia da Mulher Rural: em Toledo, produtora cuida de granja de 1 milhão de aves


Foto: Divulgação - BRF

Uma das maiores companhias de alimentos do mundo, a BRF tem no campo a base de sua produção e, neste dia 15 de outubro, a empresa destaca um grupo especial de pessoas: as mulheres que trabalham nas granjas integradas e as extensionistas rurais. Em 1995 a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o Dia Internacional da Mulher Rural para valorizar o trabalho realizado por elas, em uma atividade fundamental e que muitas vezes exige dedicação diária.

De acordo com o Censo Agropecuário do IBGE, a participação feminina na direção depropriedades rurais aumentou, entre 2006 e 2017, de 12,7% para 18,7% do total, com 946 mil mulheres nesta posição. Outras 817 mil participam da direção do estabelecimento de forma compartilhada. Na BRF, entre os mais de 9.500 produtores integrados na avicultura e na suinocultura, bons exemplos de comando feminino não faltam.

 

Maria Luiza Bonotto, proprietária da Granja Santo Antônio, localizada no município de Ibiraiaras (RS), coordena a produção de aves com foco em inovação, sustentabilidade e eficiência.  Desde 2019, especialmente, a granja passou por grandes avanços.

Em 2016, a capacidade de alojamento era de 4,2 mil metros quadrados, com uma média de 47,6 mil aves. Atualmente são 5,4 mil metros quadrados e alojamento médio de 84 mil aves. Um sistema de climatização automatizado melhorou a conversão alimentar ao oferecer constância de temperatura e maior bem-estar ao frango.

“Com isto, em um ano, levando-se em conta a produção de seis lotes, o ganho representa cerca de 100 mil quilos a mais produzidos”, explica a produtora integrada da BRF.

Em abril deste ano, visando otimizar os custos de produção e a partir de estudos criteriosos, foi instalada na granja uma usina fotovoltaica, que fornece toda a energia necessária à propriedade – e o excedente gera crédito. A propriedade conta, ainda, com 12 hectares de reflorestamento de eucaliptos para demanda de aquecimento dos aviários.

Em Chapecó, Santa Catarina, a gerente de Agropecuária da BRF Maria Goretti Buzanello trabalha com 742 granjas integradas, com importante presença de mulheres. “No dia a dia de uma granja, de aves ou suínos, a força feminina é cada vez mais numerosa e relevante. Presentes em todos os elos da cadeia do agronegócio, as mulheres fazem sucesso na gestão dos negócios, administração e controle da produção agropecuária e extensão rural”, ressalta Maria Goretti. 

Muitos dos conceitos aplicados pelas mulheres em granjas integradas da BRF saíram do curso “Mulheres a Campo”, mantido pela BRF em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), que dá noções de gestão no campo e já formou 150 mulheresem Chapecó desde 2019. “São proprietárias, esposas, filhas. É nítido perceber a presença feminina na granja, na gestão do negócio, nos detalhes”, diz Maria Goretti.

Detalhes fazem a diferença no trabalho de Renati Bergmaier Wulff, que divide com o marido, Ademir Wullf, a gestão de sua granja de aves no interior de Toledo, no Oeste do Paraná. A propriedade tem sistema de painéis solares para produção de energia elétrica, composteira e roto acelerador, com capacidade de alojamento de mais de um milhão de aves por ano. Todos os lotes contam com a supervisão de Renati, que não descuida dos detalhes na limpeza, na organização e no atendimento às recomendações técnicas da BRF.

 “Para mim, a mulher dá um toque especial à administração da granja, é receptiva às novas tecnologias, busca a superação, sempre concentrada na melhoria”, afirma Renati.

A extensionista Mayara da Luz concorda com Renati. Formada em Medicina Veterinária, Mayara já trabalhou nas unidades de Toledo e Dois Vizinhos (PR), e hoje está em Campos Novos (SC). Ela diz que sabia desde pequena que seria veterinária. Quando fez o primeiro estágio em suinocultura, descobriu que sua vocação estava no campo, na assistência técnica. “Sou realizada no que faço e procuro evoluir constantemente. As mulheres têm presença cada vez maior na atividade, trazem mudanças positivas. Entendo que a capacidade pessoal e profissional é mais relevante que qualquer gênero”, reforça Mayra.