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Reino Unido tem 160 dias para definir como será o Brexit; veja perguntas e respostas

Mundo | 24/05/2019 | 14:50 |
| Fotos: Toby Melville/Reuters |
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A partir do anúncio de renúncia de Theresa May, o Reino Unido tem 160 dias para decidir como será a sua relação com a União Europeia.

O fracasso da primeira-ministra em conseguir chegar a um consenso sobre a forma como seria o Brexit foi o principal motivo que a fez abandonar seu posto.

Há muitas possibilidades em aberto sobre como será a partida do Reino Unido da União Europeia -–até mesmo a chance de que isso simplesmente não aconteça.

Veja as principais perguntas que precisam ser respondidas até o dia 31 de outubro, a data-limite para o Brexit.

Há possibilidade de não haver Brexit?

Sim, isso é discutido.

Há algumas propostas na mesa. Uma delas, defendida por alguns políticos contrários à saída da UE, é encaminhar isso no Parlamento mesmo.

Outra é convocar um referendo semelhante ao de 2016, em que os eleitores teriam que escolher se preferem que o Reino Unido seguirá ou não na União Europeia.

Há ainda a opção de fazer um referendo em que seria discutido o acordo que Theresa May apresentou no Parlamento, que foi derrotado três vezes.

Qual é o problema com as fronteiras?

Há uma questão em aberto difícil de resolver na fronteira entre a Irlanda e a Irlanda do Norte.

O contexto: a Irlanda não faz parte do Reino Unido, e pertence à União Europeia.

A Irlanda do Norte, sim, faz parte do Reino Unido, e, se o Brexit de fato acontecer, deixará de pertencer à UE.

A fronteira entre as duas Irlandas é um tema delicado. Hoje, ela é invisível –ou seja, não há barreiras ou postos para checar a procedência das pessoas que vão de um país para o outro.

Ela é dessa forma desde o fim da década de 1990, quando foram firmados entendimentos entre a Irlanda e o Reino Unido. A fronteira livre é tida como um dos fatores que ajudaram a diminuir a violência separatista na Irlanda do Norte.

Mas caso o Reino Unido abandone a UE, isso terá que ser resolvido.

E se não houver acordo nenhum?

Partidários linha dura do Brexit consideram que é melhor uma saída sem acordo nenhum do que a situação atual. Ou seja, seria uma saída sem um acordo tarifário com a Europa.

Se os parlamentares se decidirem por levar a cabo o Brexit, será um brando ou um linha dura?

Uma parte do Partido Trabalhista acredita que deve haver um Brexit, mas que ele precisa ser brando: ou seja, o Reino Unido iria aderir às regras tarifárias e de produtos do bloco europeu.

Pelo Brexit moderado, não haveria taxas de importação de produtos europeus que fossem vendidos para o Reino Unido e nem para produtos da Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte exportados para a Europa.

Isso tornaria mais difícil a negociação de acordos econômicos do Reino Unido com terceiros.

Os partidários mais linha dura do Brexit dificilmente aceitarão essa opção, e querem um entendimento que permita a negociação independente com terceiros.

E a movimentação de pessoas?

O texto que May submeteu ao Parlamento impediria o fluxo livre de pessoas entre a União Europeia e o Reino Unido.

Isso foi visto como uma vitória por parte da classe trabalhadora que considera que os imigrantes roubam seus empregos. Ainda não está claro como isso será tratado, especialmente por causa da fronteira das Irlandas.

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