Alyce Rafaella, de 8 anos, luta contra asma grave e família de Toledo faz rifa solidária para custear medicação

Por: Kelvin Polasso
Alyce Rafaella, de 8 anos, luta contra asma grave e família de Toledo faz rifa solidária para custear medicação
📷 Foto: Divulgação

Uma família de Toledo tem mobilizado a comunidade em uma corrente de solidariedade para garantir o tratamento de saúde da pequena Alyce Rafaella de Oliveira Rocha, de oito anos. A menina enfrenta um quadro de asma grave, com crises frequentes que já resultaram em atendimentos de emergência e até internações hospitalares com necessidade de oxigenoterapia, conforme relatório médico emitido por especialista do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba-PR. Mesmo utilizando broncodilatadores, corticoides inalados em altas doses e medicamentos antileucotrienos, Alyce continua apresentando exacerbações recorrentes da doença, o que exige acompanhamento médico constante e uso contínuo de medicação.

Entre os medicamentos prescritos está o tiotrópio inalatório (Spiriva), indicado para ajudar no controle da asma grave. No entanto, o próprio relatório médico destaca que se trata de uma medicação de custo elevado, o que tem dificultado o acesso pela família. Além do Spiriva, Alyce faz uso de outros medicamentos contínuos, como Aerolin Spray, Nasonex, Loratadina, Alenia para inalação e Montelair, além de outras medicações auxiliares utilizadas no tratamento respiratório.

Segundo a família, parte das medicações é disponibilizada pela rede pública de saúde, como alguns broncodilatadores e medicamentos utilizados no controle das crises respiratórias. No entanto, outros remédios considerados essenciais para o controle mais eficaz da doença, especialmente os de custo mais elevado, não são fornecidos pelo sistema público, o que acaba gerando dificuldades para a manutenção completa do tratamento.

Diante das dificuldades para manter o tratamento, a mãe da criança, Fabiola Alves de Oliveira Conceição, decidiu organizar uma rifa solidária para arrecadar recursos e garantir a continuidade das medicações. Segundo ela, a luta para manter o tratamento da filha já ocorre há algum tempo.

“Minha filha faz uso de alguns medicamentos e já faz um tempo que venho tentando manter ela com as medicações através de rifa, bingo e com doações de amigos e parentes, mas atualmente está mais difícil e ela precisa manter o tratamento”, relatou.

A mãe explicou que já buscou ajuda junto ao poder público para conseguir as medicações, inclusive por meio de solicitação via Ministério Público (MP), porém o pedido acabou sendo negado. Recentemente, Alyce passou por nova consulta médica em Curitiba, onde houve mudanças na prescrição. “Recentemente estive com ela em consulta em Curitiba e só fizeram aumentar a dose da medicação e incluir mais um medicamento na receita que também precisa ser comprado. Eu não tenho condições”, contou.

A situação financeira da família também agrava o cenário. Fabíola é mãe de sete filhos e atualmente não trabalha fora para poder cuidar das crianças. A renda da casa vem apenas do trabalho do esposo, que atua como diarista. “Eu não trabalho, sou mãe de sete crianças e só meu esposo trabalha por dia. Nós pagamos aluguel e não estou conseguindo manter a medicação dela”, explicou.

Além do cartão alimentação oferecido pelo Centro de Referência em Assistência Social (CRAS), a família afirmou não receber outros benefícios sociais. Por isso, a rifa solidária tem sido uma alternativa para tentar arrecadar recursos e manter o tratamento da menina.

A rifa organizada pela família conta com 300 números, no valor de R$ 5,00 cada, e o sorteio está previsto para o dia 05 de abril de 2026. Entre os prêmios estão uma chaleira elétrica, um conjunto de joias e um conjunto de lingerie.

Além das dificuldades relacionadas à asma, Alyce também aguarda novas avaliações médicas. A criança deverá passar por consulta com neurologista, pois há suspeita de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Ela também deverá realizar exames relacionados a um caroço no pescoço, que poderá necessitar de biópsia para diagnóstico.

“Não sabemos exatamente o que é esse caroço. O médico explicou pouco, apenas disse que ela vai precisar passar por avaliação para entender melhor”, relatou a mãe.

Enquanto tenta garantir o tratamento da filha, Fabíola segue contando com a solidariedade da comunidade. “Atualmente estou fazendo a rifa para tentar manter a Alyce nas medicações por enquanto”, disse.

Quem desejar ajudar pode adquirir números da rifa ou contribuir por meio da chave PIX 092.388.359-26 em nome de Fabíola Alves de Oliveira Conceição.

Cada gesto de solidariedade pode fazer a diferença para que a menina continue tendo acesso às medicações necessárias para controlar a asma grave e manter a qualidade de vida. Informações sobre a rifa e outras formas de ajuda podem ser obtidas pelo telefone ou WhatsApp (45) 9-9818-4752 (Clique para chamar).

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