A Secretaria de Desenvolvimento Humano e Social: Infância, Juventude, Pessoa Idosa e Família (SDHS), em parceria com as secretarias municipais da Cultura (SMC) e da Educação (Smed), está levando às escolas da rede municipal de Toledo o “Sementes da Inclusão”. O projeto utiliza a contação de histórias para estimular práticas de acolhimento, respeito às diferenças e convivência com pessoas com deficiência.
Desenvolvida desde o segundo semestre de 2025, a proposta está sendo apresentada nas 36 escolas municipais por meio da Coordenação de Políticas para Pessoas com Deficiência da SDHS. A passagem mais recente ocorreu nesta quinta-feira (11), na Escola Municipal Ari Arcássio Gossler, conhecida como Escola Ecológica, no Jardim Santa Maria.
Na unidade escolar, foram realizadas três apresentações do projeto, duas pela manhã e uma à tarde – todas destinadas a estudantes do 5º ano do Ensino Fundamental. A atividade foi conduzida pela assistente em desenvolvimento social da SMC, Cleonice Dumke, que utiliza a contação de histórias como ferramenta pedagógica para abordar temas ligados à inclusão.
Para envolver os alunos e reforçar a mensagem de empatia, Cleonice recorre a almofadas e pelúcias confeccionadas especialmente para o projeto, elementos que ajudam a aproximar as crianças dos personagens e das situações apresentadas. A apresentação é formada por três mini-histórias ambientadas em um jardim florido.
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Toledo Lava SofáOs personagens simbolizam pessoas que possuem características e necessidades diferentes das demais, permitindo que os estudantes reflitam sobre respeito, compreensão e convivência. Entre eles está uma tulipa agitada, que representa pessoas com transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH); um trevo de quatro folhas, que pode simbolizar tanto uma pessoa com síndrome de Down quanto alguém com deficiência física; e uma borboleta que não gosta de barulho nem de luminosidade excessiva, características frequentemente associadas ao transtorno do espectro autista (TEA).
Recepção – Segundo a coordenadora de Políticas para Pessoas com Deficiência da SDHS, Tânia Bilato, a receptividade dos estudantes tem superado as expectativas. “Cada vez que vamos falar com as crianças, é surpreendente o tanto que elas entendem as histórias. Elas compreendem muito bem a mensagem que queremos transmitir”, ressalta.
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De acordo com Tânia, o projeto busca estimular uma cultura de inclusão desde a infância, incentivando atitudes de respeito, empatia e acolhimento. “Queremos que as crianças cresçam com essa mentalidade de incluir as pessoas em todos os lugares, acabando com o bullying e aprendendo a se colocar no lugar do outro”, acrescenta.
A proposta do “Sementes da Inclusão” foi bem recebida pela comunidade escolar. “Gostaria de parabenizar a iniciativa, que traz uma proposta de trabalho condizente com a idade dos alunos, uma contação de histórias que permite, de forma bem lúdica, que as crianças entendam o conteúdo”, avalia a coordenadora pedagógica da Escola Ecológica, Solange Dalla Rosa.
Para Solange, discutir inclusão no ambiente escolar é uma necessidade cotidiana e que exige ações permanentes. “É preciso falar da pessoa com deficiência, do imigrante, das crianças com transtorno, da inclusão de modo geral”, salienta a coordenadora pedagógica, e que “isso é muito importante e necessário”, enfatiza a coordenadora, que aponta a adaptação entre os principais desafios enfrentados pelas instituições de ensino, seja no currículo, no ambiente ou na convivência entre os estudantes, sempre respeitando a individualidade de cada um.