O custo médio da cesta básica em Toledo voltou a subir em maio de 2026, registrando alta de 5,10% em relação ao mês anterior. Com o novo aumento, o valor da cesta individual passou de R$ 687,82 em abril para R$ 722,91, acumulando o terceiro mês consecutivo de elevação nos preços, segundo levantamento do Núcleo de Desenvolvimento Regional (NDR) da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), em parceria com a Prefeitura de Toledo, com base na metodologia do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Dos 13 produtos pesquisados, nove ficaram mais caros e quatro mais baratos no mês:
Batata ▲ +74,89%
Tomate ▲ +23,82%
Arroz ▲ +6,88%
Farinha de trigo ▲ +5,15%
Açúcar ▲ +2,42%
Feijão ▲ +2,09%
Leite ▲ +1,09%
Carne ▲ +0,60%
Margarina ▲ +0,27%
Pão francês ▼ -1,20%
Óleo de soja ▼ -1,34%
Café ▼ -1,43%
Banana ▼ -11,57%
De acordo com o relatório, a forte alta da batata ocorreu pela baixa oferta com o fim da safra das águas e o início da colheita de inverno. O tomate subiu por conta do frio e de pragas, que reduziram a oferta. Já a banana caiu favorecida pelo avanço da safra e pelo clima bom nas regiões produtoras.
Peso no salário
Com o aumento, o trabalhador que recebe um salário mínimo passou a comprometer 48,21% da renda só com os alimentos básicos, ante 45,87% em abril. O cálculo considera o salário mínimo líquido de R$ 1.499,43, o piso nacional de R$ 1.621,00 menos o desconto de 7,5% do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O tempo de trabalho necessário para comprar a cesta subiu de 93h21 para 98h07 no mês.
Já a cesta familiar, calculada para uma família de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças), passou de R$ 2.063,47 para R$ 2.168,74, o equivalente a 144,64% do salário mínimo líquido. Na prática, o valor de um salário mínimo líquido não é suficiente para cobrir o custo da cesta familiar, sem contar moradia, transporte, saúde e vestuário. Segundo o estudo, o salário mínimo ideal para suprir todas as despesas de uma família em Toledo seria de R$ 6.073,20, ou 3,75 vezes o piso nacional.
Comparativo e acumulado
Entre as cidades pesquisadas, Toledo teve a segunda cesta mais barata, atrás apenas de Pato Branco-PR (R$ 701,79). Ficou abaixo de Cascavel-PR (R$ 754,28), Curitiba-PR (R$ 843,13) e São Paulo-SP (R$ 952,20), que segue com a cesta mais cara. A alta de Toledo (5,10%) também foi menor que a de Cascavel (+7,57%), Florianópolis-SC (+7,81%), Recife-PE (+8,05%) e Dois Vizinhos-PR (+8,66%).
Nos últimos 12 meses, a cesta acumula alta de 8,18% em Toledo. Desde o início da pesquisa, em abril de 2021, o custo subiu de R$ 488,61 para R$ 722,91, uma alta acumulada de 47,95%.