A Urbizzi, empresa responsável pelo desenvolvimento urbano do Biopark, está comercializando terrenos industriais, comerciais e residenciais dentro do parque e prepara a inauguração do primeiro mercado do território, prevista para janeiro de 2027.
O diretor da empresa, Victor Donaduzzi, detalhou os projetos em entrevista ao Toledo News. A marca foi lançada no dia 15 de junho, quando a família Donaduzzi separou o desenvolvimento urbano das demais frentes do Biopark e transferiu a gestão dessa área para integrantes da segunda geração da família.
Segundo o diretor, há demanda represada por moradia: casais que trabalham no parque e têm filhos matriculados na escola não encontram imóveis com dois ou três quartos, porque os empreendimentos existentes são voltados principalmente a estudantes e profissionais solteiros. Para esse público, uma quadra ainda sem lotes vendidos passou a ser comercializada a R$ 500,00 o metro quadrado, ante a média de R$ 1.410,00 praticada na área. O valor menor está condicionado a regras de contrato, construção de no mínimo 120 metros quadrados, limite de dois pavimentos e obra concluída em dois anos e seis meses, o que, conforme Donaduzzi, busca evitar a aquisição dos terrenos apenas para revenda.
Do outro lado da rodovia que corta o parque estão os lotes industriais e comerciais, a partir de 1 mil metros quadrados e com uso misto. A empresa também oferece áreas acima de 20 mil metros quadrados no traçado do futuro Eixão do Desenvolvimento, hoje com acesso rural. Segundo Donaduzzi, a expectativa da empresa é de valorização dessas áreas após a construção da nova via.
Eixão, trincheira e estrutura do parque
A licitação do Eixão já teve uma empresa classificada em primeiro lugar e está na fase de análise de recursos apresentados pelas concorrentes, segundo Donaduzzi. Ele afirmou que a obra deve levar cerca de dois anos depois de contratada e que a via ligará o viaduto localizado no fim da Avenida Barão do Rio Branco ao Biopark, com três faixas em cada sentido.
O projeto foi aprovado em Audiência Pública no dia 27 de março e prevê oito quilômetros de via arterial com duplicação e ciclovia, além de R$ 84,9 milhões em convênio com o Governo do Estado do Paraná. Os recursos foram repassados ao Município, responsável por conduzir a licitação e acompanhar a execução.
Dentro do parque, o diretor disse que já foi aprovada a construção de uma trincheira sob a rodovia, com início previsto para 2027. A estrutura deverá substituir o atual cruzamento em nível utilizado no deslocamento entre os dois lados do Biopark, hoje percorrido por mais de 3 mil pessoas por dia.
Também está em construção uma praça de 10 mil metros quadrados, com projeto do escritório Plantar Ideias, de São Paulo (SP), responsável pelo plano de intervenções do Parque Ibirapuera. Entre as demais estruturas já implantadas ou em desenvolvimento, o território conta com câmeras de leitura de placas integradas à Guarda Municipal (GM), colégio com 600 alunos e matrículas abertas para 2027, agência do Sicredi e estrutura da Universidade Federal do Paraná (UFPR), além do campus do Instituto Federal do Paraná (IFPR), atualmente em construção.
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