A liberação total da ponte do Rio Marreco deve trazer o trânsito pesado para dentro da região da Grande Coopagro, e a Rua Ângela Zanella não tem estrutura para receber esse fluxo. O alerta é do vice-prefeito de Toledo, Lucio de Marchi (Progressistas), em entrevista ao Toledo News. "Vai entrar os bitrens de Rondon, vai entrar as carretas de areia", afirmou o vice, ao prever que caminhões vindos de Marechal Cândido Rondon vão passar a usar a ligação para encurtar caminho.

O problema, segundo Lucio, é a via. Ele descreveu a Ângela Zanella como uma rua de caixa muito estreita, com calçadas apertadas e sem qualquer possibilidade de alargamento. "Você coloca um carro de um lado e do outro, o caminhão não passa no meio. Então vai ter um conflito ali", disse. A preocupação do vice é que se trata de uma área residencial, que abrange o Bairro Santo Ângelo e toda a Grande Coopagro. Segundo ele, a Secretaria de Segurança e Trânsito já foi alertada para estudar alguma medida.
Lucio contou que, quando foi prefeito, questionou a instalação de um parque industrial às margens da Avenida Ângela Zanella por entender que o empreendimento também aumentaria o fluxo de caminhões na região. Segundo ele, esse impacto no trânsito deveria ter sido considerado no planejamento da ponte. "Infelizmente, se planejou uma ponte grandiosa que vai trazer o trânsito pesado para dentro do Coopagro", criticou. O vice também afirmou que o projeto original "esqueceu das cabeceiras", concluídas somente agora.

A ponte sobre o Rio Marreco, com 60 metros de comprimento, foi entregue em julho de 2025 pela CDA Engenharia, mas o contrato da obra, de R$ 5,4 milhões, não previa o asfalto dos acessos. A pavimentação foi contratada à parte junto à Empresa de Desenvolvimento Urbano e Rural de Toledo (Emdur), por R$ 229,1 mil, e concluída recentemente, a obra está agora na fase de sinalização e rampas de acessibilidade. Sobre a pendência dos acessos, o secretário de Infraestrutura, Fábio Leal, já havia explicado que o serviço não constava na contratação original e que não existia projeto para essa implantação, o que exigiu levantamento topográfico e projeto próprio.
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