Em uma campanha por reposição salarial e melhorias na carreira, os docentes de seis das sete universidades estaduais do Paraná decretaram greve a partir da última segunda-feira, 15. A universidade com greve mais prolongada é a Universidade Estadual de Londrina (UEL), que iniciou paralisação na segunda-feira, 08, sendo acompanhada nesta semana pela Universidade Estadual do Paraná (Unespar), Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp), Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e Universidade Estadual de Maringá (UEM), ficando apenas a Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) com definição a ocorrer na quarta-feira (17).
A greve é fruto de uma tentativa de diálogo sem sucesso, junto aos agentes políticos e ao Governo do Estado. Sabrina Grassioli, presidente do Sindicato dos Docentes da Unioeste (ADUNIOESTE), concedeu uma entrevista exclusiva a nossa reportagem, para discutir os motivos e objetivos do movimento grevista.
De acordo com a presidente, os principais motivos para a greve estão relacionados a questões salariais. "Com estes movimentos, foi aprovado pelos sete sindicatos representantes das universidades um indicativo de greve". A medida foi tomada após a divulgação de uma contraproposta do Governo do Estado em relação à data-base em maio, que oferecia um reajuste de 05,79%, valor rechaçado pelos sindicatos, que apontam uma defasagem salarial de 42,00% ao longo dos últimos sete anos.
Além disso, Grassioli mencionou que há uma minuta de reestruturação da carreira dos professores, porém, até o momento, não houve avanços na Secretaria de Fazenda do Estado. Diante da falta de progresso nessas demandas, a greve foi declarada com base nas reivindicações mencionadas anteriormente.
A paralisação e indicativo de greve tem afetado todas as universidades do estado. Na UNIOESTE, especificamente, Sabrina Grassioli destaca que o campus de Cascavel está liderando a movimentação, com adesão total à paralisação, enquanto os campus de Toledo e Foz do Iguaçu aderiram de forma parcial e os campus de Marechal Cândido Rondon e Francisco Beltrão não aderiram e seguem com aulas normais.
A busca por uma solução para a situação levou à marcação de uma reunião com a Secretaria de Ciência e Tecnologia, agendada para quarta-feira. O objetivo do encontro é estabelecer um diálogo e buscar uma resolução para as demandas apresentadas pelos sindicatos, encerrando assim a greve que impacta as atividades acadêmicas nas universidades estaduais.
A sociedade aguarda uma solução para esse impasse, a fim de preservar a qualidade do ensino e o futuro dos estudantes das universidades estaduais.