Após o ataque de uma onça-parda que matou 35 ovinos em uma propriedade rural no distrito de São Pedro do Piquiri, em Assis Chateaubriand no último fim de semana, o Instituto Água e Terra (IAT) divulgou uma série de orientações técnicas para tentar evitar novos episódios envolvendo predadores silvestres e rebanhos domésticos.

Equipes do setor de fauna do órgão ambiental estiveram na propriedade na segunda-feira, 25, após serem acionadas sobre os ataques. Conforme o IAT, imagens registradas por câmeras de monitoramento confirmaram que a responsável pelas mortes dos animais foi uma onça-parda.
Após o ataque, 35 ovinos foram encontrados mortos na propriedade rural. Segundo moradores, parte dos animais não teria morrido apenas em razão dos ferimentos provocados pela onça-parda, mas também devido ao estresse intenso e à correria causada durante a invasão. O prejuízo estimado pelos produtores se aproxima de R$ 20 mil e reacendeu o alerta sobre a presença de grandes predadores próximos às propriedades rurais da região.
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Durante a vistoria, técnicos realizaram análise dos vestígios encontrados no local, ouviram relatos dos produtores rurais e instalaram uma armadilha fotográfica para monitoramento da fauna silvestre na região. Representantes da Secretaria de Meio Ambiente e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) de Assis Chateaubriand também acompanharam o atendimento.
Além do monitoramento, o instituto orientou os proprietários sobre medidas preventivas para reduzir os riscos de novos ataques. Entre as recomendações estão o reforço na proteção do aprisco com telas e outras estruturas de contenção, além da manutenção constante das cercas e barreiras utilizadas no local.

O IAT também recomendou evitar que os ovinos permaneçam próximos de áreas de mata e banhado, principalmente durante a noite, período de maior atividade da fauna silvestre. Outra orientação é a utilização de iluminação próxima aos locais onde os animais ficam abrigados, preferencialmente com sensores ou luzes intermitentes.
Entre as medidas sugeridas está ainda o uso de dispositivos sonoros no rebanho e a utilização de rádio ligado próximo ao aprisco durante o período noturno, medida que pode ajudar a inibir a aproximação de predadores.
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O órgão ambiental reforçou ainda a importância do recolhimento dos animais no período da noite, da proteção de animais debilitados ou recém-nascidos e da manutenção da vegetação roçada ao redor das estruturas de criação. Também foi destacada a necessidade da destinação correta de carcaças e resíduos orgânicos para evitar a atração de animais silvestres.

Segundo o IAT, esse tipo de atendimento faz parte do trabalho de mediação de conflitos entre fauna silvestre e atividades humanas desenvolvido pelo órgão ambiental. O instituto ressaltou ainda que a onça-parda é uma espécie nativa com importante função ecológica, contribuindo para o equilíbrio ambiental e para o controle populacional de outras espécies.
O órgão informou que permanece à disposição da população para esclarecimentos por meio dos telefones (45) 3252-2270 e (45) 3252-5875, este último também disponível via WhatsApp.