O segundo semestre para o PDI será de muitas ações para impulsionar ainda mais a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação. No mês de agosto, terá início o programa de Internacionalização de Pesquisa, com a visita de dois pesquisadores da Nova Zelândia.
A primeira visita será da doutora Rachel Bryant, da Universidade de Lincoln, ação elaborada em conjunto com o Governo do Estado. A Universidade de Lincoln tem linhas de cursos muito parecidas com da Faculdade Donaduzzi. A professora Rachel é da área de laticínios e da área de queijos. O diretor de PDI, Tiago Mendes, destacou: “Na visita, estão programadas reuniões institucionais para apresentar o Biopark, visitas técnicas com foco no projeto de queijos finos e expansão do projeto”.
Ainda em agosto, o Biopark recebe o professor Brent Young, da Universidade de Auckland, especialista na área de engenharia e de Inteligência Artificial (IA).
O diretor de PDI destacou a participação, em conjunto com o gerente de TI do Biopark, Diego Eckstein, no evento Avanços nas Práticas de Segurança de Dados Genômicos e Ciberbioproteção no Brasil. “Nós, enquanto Parque Científico, como uma instituição de alto nível de pesquisa, temos estoque de patógenos, projetos biotecnológicos sigilosos que precisam de segurança de acesso, tanto da documentação, que é mais computacional, quanto física”, explicou Tiago.
Ele ainda destacou: “Eu e o Diego aprovamos uma proposta vinculada à Health Security Partner (HSP), que é uma ONG que recebe recursos do Ministério da Defesa Americano para incentivar métodos e melhoria de eficiência de cibersegurança e biossegurança no mundo”. Tiago ressaltou que, após o treinamento, o Biopark receberá um recurso de R$ 20 mil, aprovado com essa instituição, para fazer as primeiras implementações desses métodos de segurança dentro do ecossistema.
Ainda no segundo semestre, outra atividade, agora vinculada ao MIP, Unidade Mista de Pesquisa em conjunto com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), é o lançamento do Edital Innova. Uma parceria da Embrapa Suínos e Aves com o Biopark Educação.
O Edital Innova é um programa que iniciou em 2019, no qual se entendem as demandas do mercado e colocam especialistas para ajudar a resolvê-las, financiando projetos de startups, principalmente para gerar soluções na cadeia de produção de aves e suínos.
Em relação ao projeto de queijos finos, Tiago salientou a participação no World Cheese Awards, que este ano vai acontecer em novembro, na Espanha. “Vamos participar com várias tecnologias diferentes, algumas inéditas, outras já bem conhecidas dos nossos clientes, vinculadas à Queijaria Flor da Terra e aos nossos produtores. Estamos com a expectativa alta porque esse é um campeonato anual”.
Em 2024, emplacamos três queijos de tecnologia do Biopark entre os 100 melhores do mundo. Foi a primeira vez que o Brasil figurou entre os 100 melhores do mundo, chegando ao resultado de ter o Passionata como o 9º melhor queijo do mundo.
Em 2025, o Campeonato foi realizado no Mondial du Fromage, que é uma outra versão na França. Ganhamos várias medalhas Super Ouro. O Passionata ganhou novamente, e várias tecnologias ganharam outros tipos de medalha. “Este ano, estamos indo com mais estratégia, produtos pensados para uma alta performance nesse Campeonato. E o nosso mestre queijeiro, Kennedy, que foi eleito este ano como o melhor mestre queijeiro do Brasil pela segunda vez consecutiva, estará presente”.
Focando no projeto de queijos finos e na relação com os produtores, o segundo semestre será de expansão para outras regiões do Paraná. O próximo passo é em conjunto com a Fundação Araucária, com a extensão para cinco mesorregiões do estado. “No primeiro semestre, foi a etapa de implementação, negociação das colaborações com as universidades estaduais e federais que vão participar do projeto, estruturação dos documentos e do plano de trabalho. Agora, no segundo semestre, começamos a execução in loco as atividades, começando pelo Sudoeste do Paraná”.
Falando em infraestrutura, será finalizada a implementação das casas de vegetação dentro do Biopark, cujo objetivo é expandir as atividades de pesquisa na área de ciências agrárias e produção vegetal. “Esses locais receberão plantios e experimentos com soja, eucalipto, feijão e plantas daninhas, e assim vamos avançar tecnologicamente com esses produtos”.