O Consórcio Intermunicipal de Assistência Social do Oeste do Paraná (Ciasop) promoveu, na tarde desta segunda-feira (25), uma reunião técnica para discutir detalhes do funcionamento da Casa Abrigo Regional para Mulheres em Situação de Violência. O encontro foi realizado no Auditório Acary Oliveira, anexo ao Paço Municipal Alcides Donin, na Prefeitura de Toledo.
Participaram da atividade técnicos, gestores e autoridades ligadas às áreas da assistência social, saúde e segurança pública dos 33 municípios que integram o consórcio ligados, direta ou indiretamente, no atendimento de mulheres que poderão necessitar dos serviços da estrutura, que terá sede em Toledo.
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Os conceitos gerais relacionados ao atendimento da Casa Abrigo Regional foram apresentados pela superintendente do Ciasop, Juliana Spessatto. “Estamos num momento de começar a fazer esta casa funcionar. Alguns profissionais aprovados em concurso público estão começando a ser chamados. Tudo aquilo que temos planejado há tanto tempo começa a ganhar forma”, destacou. “Estamos falando de um espaço que terá capacidade para atender até 20 pessoas em situação de ameaça iminente de feminicídio. É uma estrutura que estará disponível para garantir acolhimento e segurança quando necessário, embora o desejo de todos seja que nenhuma mulher precise recorrer a esse tipo de serviço”, salientou.
A secretária de Assistência Social de Toledo, Simone Ferrari, detalhou os fluxos previstos para o acolhimento de mulheres em situação de violência doméstica e familiar. Ela explicou, ponto a ponto, os critérios de atendimento e também as situações em que o serviço não poderá ser acionado.
Fluxos e critérios técnicos
Durante a reunião, foram apresentados os detalhes do processo de inclusão de mulheres no serviço, seguindo definições já aprovadas em assembleia responsável pela elaboração do regimento interno da casa. Normas e regulamentos voltados ao acolhimento institucional de grupos vulneráveis também estão sendo levados em conta.
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Humana Saúde SulDe acordo com Simone, a Casa Abrigo Regional para Mulheres em Situação de Violência foi construída a partir de debates envolvendo os membros consorciados, levando em consideração as diferentes realidades estruturais existentes na região. “Apesar das diferenças de porte dos municípios com relação à sua condição e à sua estrutura, o objetivo do trabalho foi criar um modelo de atendimento uniforme”, comentou. “Este diálogo, sobretudo com os municípios, é fundamental para que, a partir do momento em que a casa começar a funcionar, entendam o papel que cada um deverá ter”, analisou a secretária.
O acolhimento na Casa Abrigo seguirá, de acordo com a secretária de Assistência Social de Toledo, critérios técnicos rigorosos e dependerá do acompanhamento das equipes dos municípios de origem das mulheres em situação de violência doméstica. “A Casa Abrigo de Mulheres não irá atender alguém que bate lá no portão e fala: ‘Precisa colocar aqui porque no município está correndo risco de vida’. Não é assim que funcionará”, advertiu Simone. “Todo encaminhamento precisará passar pelas equipes municipais responsáveis e obedecer aos fluxos estabelecidos, apresentando toda a documentação necessária”, complementou.
Estrutura e implantação
Após as explanações, os participantes tiveram espaço para esclarecimento de dúvidas relacionadas aos procedimentos que serão adotados pela futura estrutura regional de acolhimento. A Casa Abrigo Regional terá sede permanente em um terreno de 2.240 metros quadrados e, enquanto a obra definitiva não é iniciada, o Ciasop está em processo de locação de um imóvel para funcionamento provisório da estrutura.
A secretária de Assistência Social de Toledo também ressaltou que o serviço será implantado de forma gradual, permitindo ajustes e aperfeiçoamentos ao longo da execução. “Nós estamos começando um serviço regional, a demanda nossa é enorme, mas vamos ter que classificar o serviço para podermos começar”, ponderou. “Nossa expectativa, a princípio, é consolidar a estrutura para que, lá na frente, possamos pensar em expansão do atendimento”, acrescentou.