A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Toledo apresentou, nesta quinta-feira (28), a prestação de contas referente ao primeiro quadrimestre de 2026 em audiência pública realizada no plenário da Câmara de Vereadores. A atividade, promovida pela Comissão de Seguridade Social e Cidadania (CSS), atendeu ao que determina o artigo 36 da Lei Complementar nº 141/2012 e teve transmissão ao vivo pelo canal do Legislativo no YouTube.
Nos quatro primeiros meses do ano, a SMS – que conta com 1.354 servidores em seus quadros – liquidou R$ 88.125.751,81 em despesas, valor que corresponde a 32,98% do orçamento total previsto para 2026, estimado em R$ 267.184.086,36. O montante representa investimento de R$ 548,38 por habitante e equivale a 29,41% das receitas correntes líquidas do município.
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Biopark EducaçãoO percentual aplicado na área da saúde é quase o dobro do mínimo constitucional de 15% e supera em 1,27% os investimentos realizados no mesmo período de 2025, quando as despesas liquidadas somaram R$ 87.016.559,41. A maior parte dos recursos foi destinada às áreas de atenção básica e hospitalar/ambulatorial, que concentraram, respectivamente, 53,21% e 40,65% das despesas da pasta.
A apresentação dos dados foi conduzida pela secretária municipal de Saúde, Adriane Monteiro Santana, que, ao longo da audiência, passou a palavra aos diretores da pasta para detalhamento das ações e indicadores de cada setor. Entre os temas abordados estiveram assistência farmacêutica, atenção primária, urgência e emergência, atendimento especializado, saúde mental, vigilância em saúde, gestão administrativa, ouvidoria do Sistema Único de Saúde (SUS), cobertura vacinal e serviços odontológicos.
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Durante a apresentação, foram citados vários avanços registrados em diferentes setores da rede municipal de saúde. “Na Central de Especialidades houve diminuição do tempo de espera por consultas e exames. Tivemos melhora na assistência farmacêutica, sem registro de falta de medicamentos. E seguimos aprimorando os atendimentos na atenção básica, principalmente na questão do acolhimento aos pacientes nas unidades”, exemplifica.
Durante a audiência pública, também foram apresentados dados relacionados aos repasses de recursos para consórcios e para o Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas), entidade que foi responsável pela gestão do Hospital Regional de Toledo (HRT) até o início de maio. “Neste começo de 2026 tivemos como principal desafio a diminuição dos atendimentos no HRT [Hospital Regional de Toledo] e a rescisão do contrato com o Ideas [Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde]”, aponta. “Esse imbróglio também provocou grandes alterações no transporte de pacientes para outros municípios, para que os atendimentos acontecessem”, relata.
Sobre a nova gestão do HRT, Adriane avalia que a experiência da a Associação Beneficente de Saúde do Oeste do Paraná (Hoesp) deve contribuir para a retomada gradual dos serviços hospitalares. “É uma organização que já tem expertise nesta área e agora está no período de adequação. A expectativa é que consiga fazer as contratações necessárias e colocar todos os serviços do hospital para funcionar novamente”, observa a secretária que, junto com os diretores, respondeu, ao final da audiência, a questionamentos apresentados por vereadores e representantes da sociedade civil presentes no plenário.