Documentário '10 anos em três acordes' será lançado na Biblioteca Municipal


Foto: Divulgação
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O auditório da Biblioteca Pública Municipal, no Centro Cultural Oscar Silva, recebe na próxima quinta-feira (29), às 19h30, o lançamento do documentário “10 anos em três acordes”. A sessão é gratuita e aberta ao público. A obra revisita a trajetória da Juventude Perdida, banda toledana que se consolidou como referência regional no punk hardcore.

Com roteiro, montagem e direção de Ana Barbieri e Camila Alves, o documentário tem produção executiva de Vivian Bolson. Carlos Scherer e Franco Lins assinam, respectivamente, a edição e o design da produção.

Ao reconstruir a história da banda, o filme lança luz sobre o punk hardcore como uma forma de expressão artística atravessada por questões sociais e políticas no contexto regional. “No cenário cultural local, o Juventude Perdida contribui na defesa da autenticidade nas expressões culturais, defendendo um som autoral, artesanal e autêntico”, comenta Camila. “Tudo isso é feito tomando como matéria-prima as desigualdades dentro e fora do contexto musical”, observa a diretora, pontuando que a construção narrativa do documentário se ancora em uma perspectiva coletiva, que dialoga diretamente com a própria lógica de organização do punk enquanto movimento cultural.

Aldir Blanc

O projeto foi contemplado pelo Edital de Chamamento Público de Nº 027/2024 (Fomento às Produções Audiovisuais: Curtas-Metragens), da Secretaria Municipal da Cultura. Os recursos que viabilizaram a produção do documentário são oriundos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (Lei de Nº 14.399/2022).

Além do registro artístico, Camila entende que a realização do documentário produz impactos concretos e simbólicos no campo cultural local. “Há um impacto imediato e material que é de incentivo aos trabalhadores da cultura, como profissionais do audiovisual, músicos, designer e escritores”, exemplifica a diretora. “A longo prazo, o filme também pode ser encarado não só como o registro da história de uma banda, mas de uma geração de artistas independentes que circulam pela nossa cidade há muito tempo”, pondera.

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