A vakinha solidária criada para viabilizar a participação de duas estudantes do Colégio Estadual Jardim Porto Alegre, em Toledo, nas duas maiores feiras científicas do mundo, soma R$ 920,81 desde que foi aberta, em 24 de abril. O valor representa cerca de 3,00% da meta de R$ 30 mil — e faltam aproximadamente R$ 29 mil para cobrir os custos da viagem.

Nas últimas 24 horas, a vakinha recebeu apenas quatro novas doações. No total, a campanha conta com 19 apoiadores ao longo dos 12 dias em que está aberta.

O prazo, no entanto, está se esgotando. O treinamento da estudante Beatriz para a International Science and Engineering Fair (ISEF), no Arizona, começa nesta semana em São Paulo-SP. A feira em si acontece já no fim de maio.

Quem são as alunas
Beatriz Maria Ferreira dos Santos e Fernanda Gracieli Gonçalves Jank conquistaram, com os seus projetos de pesquisa, vagas para representar Toledo, o Paraná e o Brasil em duas das mais prestigiadas feiras científicas do planeta. Beatriz vai à ISEF, no Arizona, considerada a maior feira de ciências pré-universitária do mundo. Em junho, as duas embarcam para Nova York, para a Global Entrepreneurship and Innovation Science Fair (Genius).

A escola tem 14 anos de tradição em pesquisa científica. O Clube de Ciências do Jardim Porto Alegre vem produzindo, ano após ano, trabalhos que disputam de igual para igual com escolas de todo o país.

Pesquisas com aplicação real
Os projetos das duas estudantes não são exercícios escolares. Fernanda investigou alternativas naturais ao controle químico da antracnose da banana, doença que afeta produtores em todo o Brasil, testando em laboratório o efeito antifúngico de extratos vegetais — com resultados que apontam para uma alternativa mais segura e sustentável que os agroquímicos tradicionais.
Beatriz desenvolveu um método mais barato e sustentável para o cultivo in vitro de orquídeas, com potencial direto para a produção comercial de mudas.
São pesquisas com aplicação real, feitas por alunas do ensino básico, em uma escola pública do interior do Paraná.
O detalhe que trava tudo
As organizações dos eventos cobrem hospedagem e taxas de inscrição das alunas. As despesas das estudantes estão garantidas. Mas as despesas da professora orientadora, Dioneia Schauren, coordenadora do Clube de Ciências e responsável por acompanhar as alunas nas viagens internacionais, ficam de fora — passagens aéreas (Toledo–São Paulo–Arizona) e alimentação são por conta da equipe.
Sem orientadora, não há viagem. Para conseguir comprar as passagens dentro do prazo, Dioneia recorreu a um empréstimo bancário pessoal. "A gente está correndo contra o tempo, porque o treinamento começa essa semana em São Paulo. Fiz um empréstimo para conseguir comprar as passagens, porque senão não teria como", relatou em entrevista ao Toledo News.
Em 12 dias, a vakinha recebeu 19 doações. Nas últimas 24 horas, foram apenas quatro novas contribuições — pouco mais de R$ 170,00. No ritmo atual, a meta de R$ 30 mil não será alcançada antes do embarque.
O obstáculo, pelo que indicam os números, não é a falta de capacidade da população de Toledo para doar. É a falta de tração da campanha: o link da vakinha simplesmente ainda não chegou na quantidade de gente necessária para destravar a arrecadação.
Qualquer valor ajuda. Doações de R$ 5,00 R$ 10,00 ou R$ 20,00 somadas e multiplicadas por muita gente, fazem a diferença concreta — e rápida — necessária para fechar a conta antes do embarque.
A vakinha pode ser acessada pelo link a seguir: CLIQUE AQUI PARA COLABORAR
Também é possível contribuir diretamente via Pix, usando a chave: 6082095@vakinha.com.br
Compartilhar o link em grupos de WhatsApp, em redes sociais e com amigos pode ser, neste momento, tão importante quanto a própria doação. O obstáculo, hoje, é fazer a campanha chegar a quem ajudaria.
Beatriz e Fernanda passaram anos se preparando para esse momento.