Quem mora na região e circula todos os dias entre Toledo e Cascavel não deveria pagar o pedágio como quem atravessa o estado. A proposta foi defendida pelo pré-candidato do MDB ao Governo do Paraná, Rafael Greca, em entrevista ao Toledo News no último sábado (25).
Ele citou o modelo adotado na Itália, onde moradores das cidades vizinhas às praças têm isenção ou passe local, e criticou a cobrança por quilômetro rodado. Para Greca, pedágio não pode funcionar "como um Uber que se paga por quilômetro", a tarifa, disse, deve considerar o custo da infraestrutura instalada em cada trecho.
O trecho entre Toledo e Cascavel foi um dos exemplos levantados na conversa: a rodovia foi duplicada com dinheiro público e agora é pedagiada, com o deputado federal Sérgio Souza (MDB) observando que o motorista percorre pouco mais de 30 quilômetros e paga tarifa "como se andasse 100". Greca lembrou que os contratos atuais foram licitados na gestão do governador Carlos Massa Ratinho Júnior (PSD), quando Sandro Alex, hoje candidato do PSD ao Governo, era secretário de Infraestrutura. "Toma que o filho é teu, Sandro Alex, e arruma isso aí para nós", provocou.
O deputado federal Sérgio Souza (MDB), que foi relator da atual lei de concessões no Congresso, explicou que a legislação proibiu a prorrogação dos contratos antigos e previu destino para o excesso de arrecadação: quando o movimento da rodovia supera o projetado, a diferença deve virar desconto na tarifa ou novas obras não previstas. A fiscalização, segundo ele, cabe à Agência Reguladora do Paraná (Agepar), que é controlada pelo Governo do Estado. "O governador não pode virar uma raposa que cuida dos ovos do galinheiro", afirmou Greca.
O deputado também relacionou o pedágio ao custo de produção do agronegócio: segundo ele, um caminhão de soja que sai do Oeste até o Porto de Paranaguá (PR) paga cerca de R$ 200,00 por trecho, o que reduz o valor que fica no bolso do produtor da região.
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