A endometriose foi tema de debate no Auditório e Plenário Edílio Ferreira, na manhã desta sexta-feira (10). A Câmara de Toledo convidou a comunidade para a análise do projeto que “Institui a campanha Março Amarelo de conscientização sobre a endometriose, no âmbito do Município de Toledo”, de autoria da vereadora Katchi Nascimento (MDB).
Responsável pela organização da audiência pública, a Comissão de Seguridade Social e Cidadania (CSS) foi representada pela presidente Olinda Fiorentin (PSD), Valdir Gomes (União Brasil) e Katchi Nascimento. O parlamentar Sérgio Japonês (PL) também participou do debate.
A proposta da vereadora Katchi Nascimento estabelece como objetivo a promoção da conscientização da população acerca da endometriose, suas causas, sintomas e formas de diagnóstico. Segundo o Ministério da Saúde (MS), a endometriose é uma doença caracterizada pelo desenvolvimento e crescimento de estroma e glândulas endometriais fora da cavidade uterina. O deslocamento do tecido pode provocar uma reação inflamatória crônica, com taxa de prevalência estimada entre 5 e 15% das mulheres em idade reprodutiva.
Entre os principais sintomas estão: cólica menstrual intensa, dor pélvica crônica, dor durante a relação sexual, incômodos intestinais e urinários e até a infertilidade. A endometriose afeta a saúde física e mental da mulher. Os impactos atrapalham a vida profissional, a renda e objetivos pessoais.
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Unimed Costa OesteO desconhecimento sobre o tema ainda é grande. Muitas mulheres não alcançam o diagnóstico de forma precoce e, até a descoberta, passam por tratamentos inadequados. O projeto de lei visa ampliar a base informacional sobre a doença e estimular o cuidado com a saúde da mulher. “A gente traz essa proposta com o intuito de trazer informação para as nossas mulheres, para a nossa comunidade, porque ainda é um assunto que não é muito falado. Até os profissionais de saúde têm dificuldade de abordagem. Precisamos instituir mais cursos de capacitação para os nossos profissionais e precisamos normalizar falar sobre dor e sobre menstruação com as nossas mulheres. Desde que começamos a falar sobre o assunto, tenho recebido mensagens de mulheres se identificando, perguntando como buscar ajuda, dizendo que têm aqueles sintomas, mas que, ao procurar tratamento, só recebem remédio para cólica. É isso que vem acontecendo há muitos anos. É isso que precisa mudar (...) é para normalizar. Se a gente não começa a falar sobre um assunto, não chama atenção para soluções”, defende a autora do projeto.
Projeto incentiva diagnóstico e tratamento
Parte importante da campanha também será incentivar a busca por orientação médica e o diagnóstico precoce. A média entre o início dos sintomas e a confirmação da doença é de sete anos, de acordo com o Ministério da Saúde.
Em relação ao tratamento, mulheres sem a intenção de engravidar no momento podem optar por terapia hormonal (anticoncepcionais combinados, progestágenos e DIU hormonal), além do uso de medicamentos para amenizar os sintomas. Para mulheres que desejam engravidar, o tratamento pode envolver o acompanhamento especializado, a indução da ovulação ou procedimento cirúrgico para remoção de focos da doença.
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Além de propor o projeto, a vereadora Katchi Nascimento possui uma relação pessoal com a doença. “Eu tive acesso e conhecimento para buscar ajuda logo no início. De 2021, no início dos sintomas, eu já fui buscar ajuda. Hoje, em 2026, posso dizer que está controlada. Eu uso medicação e controlou, consigo viver normalmente. Eu tinha períodos de muita dor, de querer ficar deitada dois dias. Nós não temos amparo para isso. ‘Ah, vai ficar deitada por causa de cólica?’. Então, tem até preconceito em relação à dor das mulheres. Nós precisamos falar sobre isso”, apontou.
Caso o projeto seja aprovado, o Março Amarelo estimulará o debate através de ações educativas e informativas sobre as formas de tratamento disponíveis. As atividades anuais da campanha poderão ser desenvolvidas com a participação de instituições públicas e privadas de saúde, organizações da sociedade civil e demais interessados. O Projeto de Lei de Nº 29/2026 está alinhado com a Lei Federal de Nº 14.324/2022 . Confira a tramitação pelo link:
https://toledo.votacaoeletronica.inf.br/?sec=proposicao&id=72480
Endometriose profunda e o cuidado permanente
Diferente do caso da vereadora, a relação da professora Alessandra Soares com a endometriose é mais grave. O diagnóstico veio em 2020, mas sentia cólicas desde a sua adolescência. Em seu relato, ouvia da própria família: “quando casar, isso passa”. Tomava chás para tentar amenizar a dor. Para tentar entender a situação, procurou diversos médicos e passou por exames em várias cidades do Paraná. Em 2021, descobriu que tinha endometriose profunda – a forma mais grave da doença.
Em abril de 2022, Alessandra fez sua primeira cirurgia de endometriose. Após o procedimento, passou por um período sem dores. “Diminuí meus atestados médicos. Eu trouxe até uma pasta ali, porque a nossa vida profissional também é afetada. Nos locais de trabalho, por exemplo, eu trabalhei no município de Assis como professora concursada e tive muitos atestados médicos. As pessoas não entendiam”, relatou.
Porém, no final do mesmo ano, começou a ter falta de ar. Descobriu um caso de pneumotórax, ou seja, acúmulo de ar entre o pulmão e a parede do tórax, entre as membranas pleurais. Necessitou de uma intervenção médica, mas, 20 dias depois, teve o segundo caso. Quando recebeu alta, teve pneumotórax pela terceira vez. A investigação apontou que a situação tinha sido causada por endometriose no diafragma. Os focos foram retirados do músculo e as pleuras coladas para solucionar o problema.
Apesar da solução dos casos de pneumotórax, as cólicas continuaram. Em setembro de 2025, Alessandra descobriu endometriose na bexiga. Em 10 minutos de fala na audiência, a professora expôs a sua trajetória de enfrentamento da condição. Como mensagem final de quem convive com a doença há mais de 30 anos, apontou a importância do cuidado com o próprio corpo. “O que eu diria é que as mulheres busquem, por mais que não encontrem, mas que busquem solução, que façam exames, que vão atrás e não se conformem com o que as pessoas falam, mas que realmente busquem saber o que está acontecendo com o seu corpo. O corpo é seu. É um templo sagrado que você tem que cuidar dele. A mulher passa muito tempo cuidando dos outros: cuida dos filhos, da família, do trabalho, cuida de tudo, mas acaba negligenciando a nossa dor, como se não fosse importante”, disse.
Em seu discurso, Alessandra também expôs a sua vontade de engravidar e a luta para realizar esse sonho com endometriose. Confira a fala completa no canal do Youtube da Câmara .