Desde o dia 01º de agosto, em que se inicia o ano epidemiológico da dengue, foram registrados 125 casos da doença nos 18 municípios, que compõe a 20ª Regional de Saúde de Toledo. Se por um lado, o número de casos não impressiona, a taxa de infestação predial preocupa a Regional de Saúde, já que está acima do limite estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em alguns municípios da região, o que gera grande preocupação, pois os meses de março e abril são os mais propícios para a infestação.
Dos casos de morte por dengue registrados no estado, um ocorreu na 20ª regional de saúde, reforçando a necessidade de atenção as ações de prevenção e combate à proliferação do mosquito Aedes Aegypti.
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RJK MOBIEm contato com a reportagem do Toledo News, o chefe da 20ª Regional de Saúde, Dr. Fernando Pedrotti, ressalta que o repelente é uma medida eficaz de prevenção, mas a medida mais importante é eliminar a água parada, que é onde o mosquito deposita seus ovos, lembrando que as fêmeas do Aedes Aegypti põem mais de 1.000 ovos por postura em água parada, e esses ovos eclodem em apenas sete dias, já podendo transmitir a dengue.
Além da dengue, o estado também enfrenta preocupações com o grande número de casos de Chicungunya. No vizinho Paraguai os casos da doença explodiram. A enfermidade pode causar febre alta e dores articulares, principalmente nos punhos e tornozelos, além de ter uma fase crônica que pode levar a óbito.
Outro ponto destacado pelo doutor é o fato do mosquito Aedes Aegypti ter se adaptado bem tanto no inverno quanto no verão, apesar de seguir no verão como seu principal ponto de proliferação, o que reforça a necessidade de eliminar os criadouros do mosquito ao longo do ano todo.
Quanto as medidas adotas pela Regional de Saúde, são destacadas as ações para capacitar os profissionais de saúde, além de campanhas de prevenção e combate à dengue e à Chicungunya, ressaltando que é necessário um esforço conjunto da sociedade para evitar a proliferação do mosquito e a disseminação dessas doenças.