O cenário atual da pecuária de corte no Brasil e no mundo exige atenção redobrada dos produtores rurais, especialmente diante da redução do estoque de animais, da alta nos custos de produção e das incertezas de mercado. A avaliação é do produtor rural Salecio Braun, representante do Sindicato Rural de Toledo na Comissão Técnica (CT) de Bovinocultura de Corte do Sistema Faep, que participou recentemente de reunião estratégica com especialistas do setor.
Durante o encontro, os membros da Comissão acompanharam uma análise detalhada apresentada por consultores da Inttegra Consultoria, com foco na conjuntura global das carnes, gestão das propriedades e perspectivas para os próximos anos. Segundo Braun, o principal destaque foi o diagnóstico de queda significativa na oferta de gado.
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Ele conta que, de acordo com os dados apresentados, países como os Estados Unidos enfrentam o menor estoque de bovinos da história. No Brasil, o cenário também preocupa: o elevado abate de fêmeas – próximo de 40% – compromete diretamente a reposição do rebanho.
Braun ressalta que há divergência entre dados oficiais e estimativas de mercado. “Enquanto órgãos oficiais ainda trabalham com números mais altos, consultorias apontam que o estoque real é menor. Isso já se reflete na prática, com a escassez de bezerros sendo cada vez mais evidente”, afirma.
Essa falta de reposição tem pressionado os preços. Na região, o quilo do bezerro já alcança valores entre R$ 16,00 e R$ 17,00 kg, com registros mais altos em outras localidades, impulsionados por cooperativas que balizam o mercado.
Euforia moderada
Apesar de projeções otimistas para os preços da arroba do boi – com estimativas que variam entre R$ 420,00 e R$ 430,00 – Braun destaca que há cautela entre os especialistas quanto a previsões mais agressivas. “Existe uma tendência de alta por causa da escassez de gado, mas não se pode analisar apenas um fator. O mercado consumidor tem limites. Além do mais, existem rumores de doenças em países produtores, que podem influenciar diretamente a dinâmica de oferta e demanda”, comenta. Atualmente, o gado vivo para exportação tem valorização de até 20% acima do mercado interno. “Só que exportação de gado vivo é só cruzamento industrial, o que exige outros padrões de qualidade”, pontua.
Mas, o recado é claro: é preciso cautela, gestão e planejamento. “O cenário pode ser promissor, mas exige profissionalismo. Quem fizer bem feito, com controle de custos e foco em eficiência, terá bons resultados”, salienta.
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Outro ponto relevante abordado na reunião da Comissão Técnica de Bovinocultura de Corte foi a redução das margens de lucro na atividade. Se há duas décadas a rentabilidade chegava a 45%, hoje a média nacional gira em torno de 16%. Estudos apresentados indicam que apenas cerca de 30% dos pecuaristas conseguem operar acima dessa média. A diferença, segundo Braun, está diretamente ligada à gestão, ao melhoramento genético e ao manejo adequado das pastagens. “Não basta investir apenas em genética. É preciso cuidar da pastagem, fazer adubação, garantir suplementação no inverno e trabalhar com planejamento”, enfatiza.
O aumento expressivo dos custos de insumos também preocupa. Itens essenciais como sal mineral, suplementação, cercas e fertilizantes sofreram forte elevação, impactados, entre outros fatores, pelo cenário internacional.
Diante disso, Braun é enfático ao classificar o momento atual: “É um período de cautela. O produtor precisa fazer conta, analisar bem antes de investir. Há uma tendência positiva para 2026 e 2027, mas a entrada desordenada de novos investidores pode gerar desequilíbrios no médio prazo”, considera.
Apesar dos desafios, Braun reconhece que a pecuária de corte segue como uma das atividades mais rentáveis no cenário atual, especialmente quando conduzida de forma profissional. “Hoje, comparando com outras atividades como suínos ou aves, a bovinocultura de corte apresenta melhor retorno, desde que haja investimento em tecnologia e gestão”, afirma. No entanto, ele aponta um entrave estrutural importante na região de Toledo: a ausência de um frigorífico de grande porte voltado à valorização da produção local. “O gado de corte não é a principal atividade em Toledo, mas também não temos estrutura local para abate que valorize esse produto. Muitos produtores precisam vender e enviar os animais para outras cidades, e a carne depois retorna para o nosso mercado em forma de cortes”, explica. Muitos negócios são feitos em Cascavel, Umuarama, Ibema e Guarapuava.
Para Salecio Braun, a implantação de um frigorífico ou de uma cooperativa de carnes em Toledo seria um passo estratégico para impulsionar a pecuária regional. “Seria um estímulo direto à produção. Hoje, cada produtor se vira como pode, vendendo para diferentes regiões. Com uma estrutura local forte, haveria valorização do produto”, defende.