O Museu Histórico Willy Barth vai receber duas novas exposições de arte nos próximos meses em Toledo, ambas com entrada gratuita: a mostra coletiva "Frida Kahlo: Uma Mulher à Frente do Seu Tempo" e a individual "Paisagens da Memória", do artista Fabrício Fontolan. As duas ficam em cartaz por períodos que se sobrepõem em agosto.
A exposição sobre Frida Kahlo abre a temporada e pode ser visitada de 28 de julho a 26 de agosto. Em sua 28ª edição, a mostra itinerante chega a Toledo depois de passar por diversas cidades de São Paulo e do Paraná desde a estreia, em março de 2023, na Câmara Municipal de Sorocaba (SP). Reúne obras de dezenas de artistas de vários estados brasileiros, entre eles dez do Paraná, em técnicas como pintura, desenho, assemblagem, arte digital e arte têxtil.
Mais do que uma homenagem, a proposta é usar a trajetória da artista mexicana como ponto de partida para uma reflexão sobre a força feminina, a superação e a liberdade criativa. Cada participante lança um olhar próprio sobre a vida e a obra de Frida, que transformou a dor de limitações físicas e de anos de sofrimento em uma produção reconhecida internacionalmente, o que fez dela um símbolo de coragem e resistência. Segundo a organização, o conjunto estabelece um diálogo entre passado e presente sobre a potência criadora do feminino.
A curadoria é assinada por Luciano D'Miguel, chefe do Departamento Cultural da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), e por Maria Vieira, artista plástica, produtora cultural e criadora do projeto. A mostra é uma realização da Prefeitura de Toledo, da UNILA — por meio da Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) — e da Vieirarte Produções.
Já "Paisagens da Memória", de Fabrício Fontolan, fica em cartaz por mais tempo, de 1º de agosto a 1º de outubro, com apoio da Secretaria da Cultura de Toledo. A exposição parte de uma pergunta: por que alguns lugares continuam existindo dentro de nós mesmo depois de desaparecerem? A partir dela, investiga como a pintura pode reconstruir a atmosfera de um lugar por meio da memória.
De acordo com a proposta, as telas não buscam o registro factual nem a nostalgia das paisagens paranaenses, mas trabalham no terreno da atmosfera e do afeto. Inspirado pela tradição figurativa e pelo pensamento do historiador da arte Ernst Gombrich sobre o mito de Pigmalião, Fontolan entende que a arte não copia o real: ela o recria. Para o artista, a memória não apenas evoca o passado — aquilo que se escolhe lembrar também molda o futuro.
As duas exposições ocorrem no Museu Histórico Willy Barth, em Toledo, com entrada gratuita. A visitação segue o horário do museu: de terça a sexta, das 8h00 às 11h45 e das 13h30 às 17h30, e no primeiro e no segundo sábado de cada mês, das 13h30 às 17h30.