Enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem realizaram na manhã do último sábado, 24, um protesto na Praça Willy Barth, no Centro de Toledo. Os profissionais estão reivindicando o piso salarial da categoria que havia sido aprovado na Câmara e Senado Federal, mas foi revogado por decisão dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
O ato reuniu uma quantidade significativa de profissionais, que foram até a praça com uma série de cartazes reivindicando os seus direitos. Alguns dos cartazes continham as seguintes frases: ???A enfermagem merece respeito e valorização???, ???Sem enfermagem não há saúde, estado de greve!???, ???Não traiam esses profissionais???, ???Enfermagem merece respeito???, e muito mais.
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SINDIREPA OESTE PRUm dos líderes da manifestação foi o enfermeiro Alex Sandro Pires. Ele ressaltou que a classe está unida em Toledo no que diz respeito à reivindicação pelo piso salarial. ???A classe está muito engajada no município, somente neste ato são mais de 100 pessoas, mas é claro que muitos não puderam participar, pois estavam de plantão em hospitais da cidade e região???, disse.
Os enfermeiros e demais profissionais da área mencionaram que os manifestos não irão parar até que o veto ao piso salarial da classe seja revogado. ???Nós não vamos parar até que o nosso piso salarial seja aprovado. Nós sempre fomos valorizados pela população e isso foi intensificado durante a pandemia, quando fomos chamados de heróis, mas nós não temos essa valorização quando o assunto é o nosso salário. ?? uma profissão que requer estudo, responsabilidade, trabalhar aos domingos e feriados, durante as madrugadas e muitas vezes até em dois empregos, para garantir o sustento de nossas famílias. Então, a gente espera que o Supremo Tribunal Federal (STF) e a classe política revejam isso e achem uma forma de custeio, principalmente as entidades filantrópicas e que assim o nosso piso seja aprovado o quanto antes???, desabafou o enfermeiro Alex Sandro Pires.
A presidente do Sindicato da Saúde de Toledo, Maria Aparecida da Silva, revelou que em caso de necessidade, os profissionais entrarão em greve. ???Essa manifestação é a nossa luta, é a união da nossa classe, que é uma classe muito sofrida. Nós estamos nos unindo cada vez mais e se for necessário vamos fazer greve???, afirmou a presidente.