A crise na produção leiteira paranaense vem atingindo em cheio a região Oeste. O preço médio do litro do produto no Paraná é R$ 00,64 menor do que o registrado em agosto de 2022, de R$ 3,15 para os atuais R$ 2,51.
Este cenário aliado ao crescimento na importação de lácteos de países vizinhos, que cresceu em 260%, em um ano, de acordo com Sistema de Estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio do Ministério da Agricultura (Agrostat), gera um delicado cenário que preocupa os produtores.
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S.O.S LavadorasUma pequena produtora que desenvolve a atividade há mais de uma década no distrito de São Luiz do Oeste, em Toledo, relatou a situação. ???Os preços pagos estão definitivamente acabando com os pequenos produtores. Tem produtores que estão mandando animais de ótima capacidade produtiva, para o abate, porque não estão tendo dinheiro para conseguir pagar as contas???.
A produtora exemplificou a situação. ???Uma vaca que você investiu em genética, agora está mandando para um açougue por R$ 3.500,00, sendo que se fosse ser vendida como ela vale, ela estaria valendo hoje no mercado mais de R$ 12, R$ 15 mil, além de que muitos frigoríficos não estão aceitando mais vaca, porque está saturado o mercado também???.
Quanto aos motivos que levaram a situação, a pecuarista pontuou. ???Então, o que (os laticínios) estão alegando é a questão da Argentina, que tem muita importação de leite, só que nós não temos como competir com a Argentina com o leite???, explicando que o valor repassado aos produtores locais é de R$ 0,15 a R$ 0,30, abaixo do preço de referência, dado pelo Conseleite, conselho que reúne produtores e indústrias e que é coordenado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Acerca da situação, a equipe de reportagem do Toledo News, buscou produtores e especialistas, para explicar a situação. Em linha com o apontado pela produtora de São Luiz do Oeste, o também produtor de leite, conselheiro do Sindicato Rural de Toledo e vereador, Valdir Rossetto destaca a situação enfrentada em termos gerais. ???O cenário do preço do leite, olhando como produtor é péssimo, nunca tivemos tantas baixas consecutivas como as dos últimos quatro, cinco meses. Então, a cadeia produtiva do leite está sendo muito afetada nesse momento???, destacando um cenário de excesso de oferta do produto e seus derivados, oriundos de países como Uruguai e Argentina.
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Acerca das medidas possíveis no cenário político, Rosseto analisou. ???Então, o que a gente espera disso? Que o Governo, nas esferas tanto Municipal, Estadual ou Federal, taxe essas importação, porque se ele entra sem taxação de impostos, o nosso leite fica inviabilizado, já que não tem como competir com esses países do Mercosul, pois lá eles têm os subsídios para a sua produção, o Governo auxilia e o custo produtivo do leite lá no Uruguai e na Argentina é um custo muito mais baixo do que nós temos aqui no Brasil, como é feito com o açúcar???, ressaltando que a cadeia produtiva do leite está em 95,00% dos municípios do Brasil e representa 4 milhões de empregos diretamente gerados no campo.
Este cenário de desincentivo aos produtores também é observado por Luiz Felipe Bini, engenheiro agrônomo e mestrando em Desenvolvimento Regional e Agronegócio pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). ???Durante a minha pesquisa de campo, a maioria comentou sobre os preços pagos pelos laticínios, que não são suficientes para manter as despesas. O preço sim, é um dos principais fatores, mas aparece também a falta de sucessor na atividade, alguém que continue no lugar dos pais, e também falta de mão de obra qualificada para realização das atividades???, citando outras dificuldades encontradas pelos produtores.
Sobre o preço, Luiz explica as dinâmicas específicas do mercado de leite e suas particularidades, que podem ajudar a explicar as dificuldades encontradas pelos produtores. ???O preço deveria ser melhor, já que a atividade apresenta margens de lucro muito curtas, e qualquer alteração no preço, mesmo sendo centavos, impacta fortemente na renda e na viabilidade da atividade. Diferente da agricultura, por exemplo, o produtor de leite não tem conhecimento sobre o preço que irá receber sobre o seu produto, ele só vai saber do preço, quando fechar o mês de entrega, ainda assim, vai receber com mais 10/15 dias. A soja por exemplo, tem possibilidade dos produtores fazerem contratos de venda futura, então eles já sabem, mais ou menos, quais serão os valores, já o leite opera da forma contrária: você trabalha quase de forma ???obscura??? em que você não tem conhecimento que valor o laticínio vai pagar, então os produtores ficam muito reféns desta situação???.
Para o consumidor final, a oscilação gera mudanças bruscas nos preços, como observado pela professora de Ciências Econômicas da Unioeste, Crislaine Colla, que é uma das responsáveis pela Pesquisa Mensal da Cesta Básica de Alimentos, em Toledo. ???O que nós temos observado nos supermercados, é que nos meses de junho, julho e agosto ocorreram uma redução no preço do leite???, ressaltando que no acumulado dos últimos 12 meses há uma forte redução do preço, mas que se contrapõe a um forte crescimento no preço do produto ao consumidor final, neste ano???.
Os motivos avaliados por Colla para esta oscilação são muitos. ???O preço do leite está muito atrelado também aos custos dos insumos, estes que em períodos anteriores, sofreram com uma alta, estando também relacionada com o câmbio e outros fatores macro e externos???.