O senador Sergio Moro (PL) teve a candidatura ao Governo do Paraná oficialmente homologada no último sábado, dia 01º de agosto, durante a Convenção Estadual do Partido Liberal (PL), realizada em Curitiba. Em um discurso voltado à apresentação de sua trajetória e das principais propostas de campanha, Moro afirmou que pretende conduzir uma gestão baseada na ética, na eficiência e no cumprimento de compromissos, defendendo a transformação do Paraná no "melhor estado do Brasil".

Ao abrir o seu pronunciamento, o candidato afirmou que acredita em uma política pautada pela integridade e pelo respeito aos compromissos assumidos com a população. "Eu sonho com uma política diferente, de palavra cumprida e compromissos realizados. Uma política que acredita que a ética pode caminhar junto com a eficiência", declarou, acrescentando que defende uma atuação pública sem corrupção e baseada no respeito aos aliados.

Durante o discurso, Moro relembrou sua atuação como juiz federal na Operação Lava Jato, destacando o combate à corrupção como uma das marcas de sua trajetória. Ele afirmou ter comandado a maior operação de combate à corrupção da história do país e criticou a anulação de decisões relacionadas à operação. Segundo o candidato, a sua atuação sempre esteve fundamentada no cumprimento da lei e da Justiça.

Na área da segurança pública, Moro recordou o período em que esteve à frente do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Segundo ele, a sua gestão promoveu o enfrentamento ao crime organizado, com o isolamento de lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) em presídios federais de segurança máxima, além da revitalização do Banco Nacional de Perfis Genéticos. O senador também afirmou que, durante a sua passagem pelo Ministério, houve redução de 22% no número de homicídios em um ano.

Ao apresentar as suas propostas para o Governo do Estado, Moro afirmou que pretende priorizar a redução das filas na saúde, a melhoria da qualidade da educação e a adoção de uma gestão voltada para resultados. Segundo ele, o objetivo é fazer com que o Paraná deixe de ser apenas um estado acima da média e passe a ser reconhecido como o melhor da Federação.
O candidato também fez um balanço da atuação no Senado Federal, citando o trabalho de oposição ao Governo Federal, a participação na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e a defesa de medidas como o endurecimento da legislação penal e o fortalecimento da Lei da Ficha Limpa.
No encerramento do discurso, Sergio Moro prestou homenagem à deputada federal e candidata à reeleição Rosangela Moro (PL), destacando o apoio recebido durante os anos da Operação Lava Jato e a sua atuação parlamentar em defesa das pessoas com deficiência, das pessoas com doenças raras e das famílias. Ao finalizar, afirmou que a sua candidatura representa uma alternativa ao atual modelo político e disse confiar no apoio da população ao longo da campanha.

A convenção estadual também evidenciou a mobilização do Partido Liberal e das siglas aliadas. O evento reuniu prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, deputados estaduais e federais, lideranças do setor produtivo, representantes de movimentos sociais e apoiadores de diversas regiões do Paraná. Além de homologar a candidatura de Sergio Moro ao Governo do Estado, a convenção oficializou o deputado federal Filipe Barros (PL) como candidato ao Senado, confirmou Edson Vasconcelos (PL), presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), como candidato a vice-governador, apresentou a chapa de candidatos a deputado federal e estadual e declarou apoio à candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado Federal. A coligação é formada por PL, Novo, Podemos e Democracia Cristã (DC).

Antes do início da convenção, durante entrevista coletiva, Moro afirmou que a ampla participação de lideranças e apoiadores demonstra o desejo de um novo ciclo de desenvolvimento para o Paraná. Segundo ele, a aliança foi construída em torno de princípios como ética, transparência, responsabilidade fiscal, combate à corrupção e eficiência na gestão pública, com o objetivo de fortalecer os serviços prestados à população e impulsionar o desenvolvimento do Estado.