Serviço Social da Unioeste Campus de Toledo transforma realidades e fortalece direitos na sociedade

Fonte: Divulgação - Unioeste
Serviço Social da Unioeste Campus de Toledo transforma realidades e fortalece direitos na sociedade
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Neste dia 15 de maio, data em que se celebra o Dia do Assistente Social, o curso de Serviço Social da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus de Toledo, destaca a importância de uma profissão que atua diretamente na garantia de direitos, no enfrentamento das desigualdades e na construção de uma sociedade mais justa e humana.

Para a professora do curso, Thaise Fernanda de Lima Mares, a profissão possui um papel essencial na transformação social, especialmente em um cenário marcado pelo aprofundamento das desigualdades e pela vulnerabilidade de diferentes grupos sociais. “Enquanto profissional do Serviço Social, observo que desempenhamos um papel fundamental na construção de uma sociedade mais justa, democrática e humana, atuando na defesa e na garantia dos direitos sociais, civis e políticos”, afirma.

Segundo ela, o trabalho do assistente social está fundamentado no projeto ético-político da profissão, que defende princípios como justiça social, cidadania, equidade, liberdade e respeito à dignidade humana. “A partir desse compromisso, os profissionais atuam diretamente junto às populações em situação de vulnerabilidade, buscando compreender suas realidades, demandas e potencialidades”, enfatiza.

Profissão diante das desigualdades sociais

A atuação do Serviço Social ocorre em diferentes espaços, como políticas públicas, saúde, educação, assistência social, habitação, sistema judiciário e organizações sociais. Em todos esses contextos, os profissionais lidam diariamente com as expressões da chamada “questão social”, termo utilizado para compreender as desigualdades produzidas historicamente na sociedade.

Para Thaise, os desafios contemporâneos da profissão exigem preparo constante e fortalecimento da atuação crítica dos profissionais. “Observa-se que, na contemporaneidade, o aprofundamento das desigualdades, concomitante ao desmonte dos direitos e das políticas sociais, configura-se como um dos desafios enfrentados pelos profissionais”, destaca.

Ela explica que temas emergentes, como desigualdades étnico-raciais, questões de gênero e migrações, também passaram a demandar novas formas de intervenção e análise crítica por parte dos assistentes sociais. Além disso, os próprios profissionais enfrentam contextos de trabalho marcados pela precarização, sobrecarga de demandas e insuficiência de recursos humanos e financeiros.

Formação crítica e compromisso com a população

Egressa do curso de Serviço Social da própria Unioeste, a professora possui mestrado em Educação pela universidade e doutorado em Educação pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Atualmente, além da docência, atua como assistente social no Sistema Único de Assistência Social (SUAS), experiência que aproxima ainda mais a teoria da prática profissional.

Para ela, formar novos assistentes sociais significa assumir um compromisso coletivo com a sociedade. “Formar novos profissionais assistentes sociais representa um

compromisso ético e profissional com a formação em Serviço Social, com a nossa categoria profissional, bem como com os usuários dos serviços”, ressalta.

A professora explica que a formação acadêmica precisa estimular nos estudantes uma visão crítica, reflexiva e propositiva da realidade social, preparando profissionais capazes de compreender as múltiplas contradições presentes na sociedade brasileira e de intervir de forma qualificada diante das demandas sociais.

A luta antirracista e a defesa da equidade

Outro aspecto destacado pela docente é a importância do debate étnico-racial na formação e na atuação profissional do assistente social. Segundo ela, as desigualdades raciais atravessam diversas expressões da questão social e impactam diretamente as condições de vida da população negra e dos povos indígenas.

Nesse contexto, a docente enfatiza que o enfrentamento ao racismo estrutural deve fazer parte da prática profissional cotidiana, exigindo formação continuada e aprofundamento crítico sobre as relações raciais no Brasil.

Serviço Social: 90 anos de história e resistência

Neste ano, o Serviço Social brasileiro celebra 90 anos de trajetória profissional, marco lembrado pelo Conselho Federal de Serviço Social (CFESS). Ao longo dessas décadas, a profissão passou por importantes transformações e consolidou-se como uma categoria crítica, plural e comprometida com os direitos da classe trabalhadora.

Ao deixar uma mensagem aos estudantes e futuros profissionais da área neste 15 de maio, Thaise reforça a relevância histórica e social da profissão. “O Serviço Social se expressa como uma profissão crítica e interventiva, comprometida com a defesa dos direitos sociais e com os interesses da classe trabalhadora”, afirma.

Ela destaca ainda que, embora tenha surgido em um contexto conservador, o Serviço Social construiu ao longo do tempo uma prática profissional ética, democrática e comprometida com a construção de uma sociedade mais justa.

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