O cenário de fertilizantes para a próxima safra acende um sinal de alerta no campo. Para o ciclo 2025/2026, já se observa uma combinação de preços em alta, margens cada vez mais apertadas para o produtor e aumento nos custos operacionais. Agora, com a possibilidade de escassez de produtos e o agravamento de tensões internacionais, especialmente no Oriente Médio, o tema volta ao centro das preocupações do agronegócio.
A dependência externa é um dos principais fatores de vulnerabilidade. Dados da Confederação Nacional da Indústria apontam que o Brasil importa 97,8% dos fertilizantes potássicos consumidos, além de 89,0% dos nitrogenados e 66,4% dos fosfatados. Esse cenário expõe o produtor rural às oscilações do mercado internacional, ao câmbio e a crises geopolíticas.
LG Importados: variedade e qualidade em um só lugar
Encontre tudo com facilidade em Salto del Guairá, com horário estendid...
LG Importados
Ótica Globo: lentes de contato com pronta entrega
Atendimento especializado com contatólogo e estoque completo em Toledo...
Ótica Globo
George Company Terraplanagem: eficiência e segurança na obra
Orçamento rápido e serviço adaptado ao seu projeto. Qualidade e cumpri...
George Company Terraplanagem
Bompel participa do 'Paraná em Ação' com oportunidades de emprego
Atendimento acontece nesta sexta (10) no Centro de Eventos Desireé Ref...
Bompel Indústria de Calçados
Mais segurança com Unimed Costa Oeste: SOS 24h para você
Suporte rápido em urgências e orientação médica 24 horas. Tranquilidad...
Unimed Costa Oeste
Ouça a Rádio Massa FM Toledo
Sintonize agora online e participe dos sorteios!
Massa FM ToledoNesse contexto, o presidente do Sindicato Rural de Toledo, Nelson Gafuri, avalia que a incerteza já impacta diretamente o planejamento da próxima safra. “O agricultor está esperando para ver o que vai acontecer. Mas, com certeza, vai complicar o custo de produção. Vamos ver se para de vez essa guerra para segurar os preços. Existe a possibilidade do agricultor diminuir a quantidade de adubo que vai pôr na lavoura”, alerta.
A relação entre adubação e produtividade é direta. A redução no uso de fertilizantes, como estratégia para conter custos, pode comprometer o rendimento das lavouras, mesmo em regiões com solos considerados de boa qualidade, como o Oeste do Paraná. “Conforme a adubação que se faz, você ter uma produção. Se aumentar muito o preço, com certeza vai reduzir a produção, porque o agricultor vai ter que começar a fazer cálculo, se vale a pena pôr ou se vale a pena diminuir. As terras aqui na nossa região são boas, mas ela pode perder, sim, a produção”, observa.
A conta que o produtor precisa fazer
O presidente do Sindicato Rural de Toledo recomenda que, diante deste cenário, o produtor faça as contas, partindo de algumas variáveis. “Seria bom que fizesse análise de solo antes de diminuir a adubação para ter um parâmetro. Se ele não tiver uma análise de solo, pode até comprometer demais a renda. Por isso é importante ele fazer os cálculos, porque do jeito que está o preço do adubo, e o combustível também subindo, o agricultor vai ter que começar a fazer cálculo mais ajustados, porque senão não vai conseguir pagar as contas”, salienta.
Nissan Ninja Toledo: Nissan 0 km com taxa zero só em julho
Aproveite modelos 2026 com preços promocionais e taxa zero até 36x. Só até 31/07...
Cresci e Perdi: venda e compre itens infantis com praticidade
Desapegue de artigos infantis usados e receba na hora. Economia e variedade para...
Casa Cor Tintas: seu projeto merece o melhor acabamento
Portfólio completo e orientação técnica para cada etapa da pintura. Conheça noss...
Shopping China: Crazy Week com descontos em 210 mil produtos
Aproveite ofertas imperdíveis de 06 a 09 de agosto em perfumes, eletrônicos, rou...
Mais
Momento de compra ainda indefinido
E no momento, o agricultor está indo às compras de fertilizantes? “Quem financia geralmente vai comprar o adubo quando sai o financiamento, mas quem não financia, já fez base de troca nas empresas. Mas ainda eu acho que a maioria não fez compra de adubo. E na hora de comprar, ele tem que olhar bem a formulação. Ele pode até encontrar uma ou outra mais barata, mas tem que ver se compensa pela produção, senão vira só custo porque o serviço da máquina para ir lá na lavoura é o mesmo, independente da formulação”, comenta Gafuri.
Alternativas
Algumas alternativas para esse problema do preço alto do fertilizante, poderiam ser maior utilização dos resíduos das granjas de suínos e aves ou mesmo a produção de organominerais. “Tem muitos agricultores que já passaram, o ano passado, por exemplo, o adubo orgânico, e esse ano já não depende tanto do adubo químico”, lembra Gafuri.
Contudo, há investimentos em algumas plantas industriais de produção de organominerais na região. Esta seria uma alternativa para o agricultor driblar esse problema do alto custo dos fertilizantes? O presidente do Sindicato Rural de Toledo considera que o adubo orgânico poderia ser mais acessível no que se refere ao preço. “Não sei se o imposto fica muito caro para quem produz. Mas hoje o adubo orgânico está quase o preço do químico”, diz. Apesar do potencial, o custo do adubo orgânico ainda limita sua adoção em maior escala, indicando a necessidade de políticas de incentivo e revisão de cargas tributárias.