Um projeto em Toledo foi autorizado para manter e cuidar de animais silvestres que não podem retornar à natureza ou que dependem de acompanhamento humano e veterinário permanente.

A iniciativa é idealizada por Amanda Both Borghetti e pelo marido, Matheus Borghetti, e começou a ser estruturada em 2021. Segundo Amanda, foram quatro anos até a obtenção da autorização necessária: três anos para a emissão da documentação exigida junto à Prefeitura e mais um ano de análise pelo órgão ambiental.

Amanda esclareceu que o espaço não funciona como zoológico, não tem fins lucrativos e não receberá visitação pública. A finalidade do empreendimento é a manutenção e o cuidado definitivo de animais silvestres que apresentam limitações, deficiências ou histórico de resgate, incluindo casos relacionados ao tráfico de animais.

Atualmente, o local já abriga diferentes espécies, entre elas cinco serpentes, quatro aves, um macaco-prego, um lagarto, além de outros animais mantidos de forma legalizada. Parte deles chegou ao espaço por meio de órgãos ambientais, enquanto outros são oriundos de criatórios legalizados.

Entre os animais acolhidos está Steve, um macaco-prego que chegou ao cuidado de Amanda há seis anos, encaminhado pelo Instituto Água e Terra (IAT). Ele foi eletrocutado em um fio de alta tensão, ficou parcialmente cego e, desde então, depende de cuidados humanos e veterinários para sobreviver.

A rotina de manutenção dos animais é realizada por Amanda e pelo marido. O trabalho inclui limpeza, alimentação, controle de peso, acompanhamento de saúde e manejo diário, com apoio de uma médica veterinária e de responsável técnico.

Com a nova fase do projeto, o empreendimento pretende receber principalmente animais que necessitam de cuidados específicos e encontram menos alternativas em outras categorias de espaços de fauna.

A lista prevista inclui quatis, macacos-prego, saguis e fêmeas de bugio. Também poderão integrar o plantel aves como periquitos, maritacas e passeriformes, além de répteis, quelônios e felinos silvestres de pequeno porte, como jaguatirica, gato-do-mato, entre outros.
Segundo Amanda, a proposta é oferecer um lugar de cuidado e recomeço para animais silvestres que não têm condições de voltar ao habitat natural. Ela destacou que o projeto representa a concretização de um sonho iniciado há quatro anos, marcado por adequações técnicas, mudanças na legislação, revisões de projeto, audiências públicas, vistorias e exigências documentais.

O empreendimento foi planejado com apoio técnico para definição dos viveiros e das estruturas necessárias a cada espécie. As exigências consideram medidas, metragem e condições adequadas para os animais previstos no plantel.
Com a autorização, o projeto entra em uma nova etapa, voltada à construção dos viveiros e à preparação da estrutura. A expectativa é que o espaço possa receber, no futuro, novos animais silvestres que dependem de cuidado contínuo e não têm condições de retornar à natureza.
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