O curso sobre Violências e Saúde no Acolhimento, da Secretaria de Assistência Social, teve mais um encontro nesta quarta-feira (13), em que foram abordados temas relacionados a neurodivergência em crianças e adolescentes, tema principal do módulo 2 da capacitação. O encontro foi realizado no auditório A3 da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e reuniu cerca de 60 profissionais entre assistentes sociais, assistentes de desenvolvimento social (ADS), equipe técnica e administração de todas as casas abrigo de Toledo.
O curso possui 12 encontros com 40h de capacitação anual. Neste módulo 2 os temas incluem transtorno do espectro autista (TEA), transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) entre outras condições e suas características. O município possui quatro casas abrigo que atendem crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, realizando a avaliação dos sinais dos transtornos com um plano de ação não punitivo.
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Para a diretora do Departamento de Proteção Social Especial de Alta Complexidade, Inês Terezinha Pastório, a capacitação é essencial para os profissionais e os jovens atendidos, tendo em vista o aumento de casos de neurodiversidade identificados nos acolhimentos. “Temos bastante casos aparecendo nos acolhimentos e são questões que nós precisamos saber para lidar no dia a dia com essas crianças, com esses adolescentes que possuem essas características. Nós temos um plano de educação não punitiva, e isso traz elementos para que se possa fazer tanto a identificação precoce de algumas situações de neurodiversidade ou alguma outra limitação, dificuldade de aprendizagem, quanto para o manejo disso no cotidiano do acolhimento”, comentou.
De acordo com o palestrante e professor de educação física da Secretaria Municipal de Educação, Willian Marques Santana, a formação auxilia os profissionais a terem mais atenção aos sinais e mudanças de comportamento dos jovens no dia a dia, fortalecendo a qualidade dos serviços prestados. “A capacitação é de extrema importância, pois no dia a dia, essas crianças flutuam muito o comportamento, então nós temos que ter os profissionais atentos a vários sinais que ocorrem no dia a dia com essas crianças, adolescentes e adultos também. Muitos tem esse perfil de ter muitas estereotipias, muitos rituais que são próprios da questão do autismo. Estamos capacitando a equipe para entender esses processos e entregar um serviço de melhor qualidade para esse público atendido”, conta.