No Brasil, segundo dados do Censo Demográfico de 2022, 2,4 milhões de pessoas vivem com o Transtorno do Espectro Autista (TEA), o que corresponde a 1,2% da população. Já um estudo publicado no JAMA Network Open mostra que, entre 2011 e 2022, as taxas de diagnóstico aumentaram mais de 400% entre pessoas de 26 a 34 anos nos Estados Unidos. Especialistas apontam que esse avanço reflete maior conscientização e ampliação do acesso ao diagnóstico, inclusive em fases mais tardias da vida. O cenário reforça a importância de datas como o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril.
Os dados do IBGE também mostram um crescimento consistente dos diagnósticos em crianças e adolescentes: 760,8 mil estudantes brasileiros com 6 anos ou mais têm diagnóstico de TEA. Isso representa 1,7% do total dessa faixa etária, índice superior ao da população geral, e reforça a ampliação da identificação do transtorno entre os mais jovens.
Esse crescimento também é percebido na prática clínica, com aumento da procura por avaliação especializada. “Está sendo mais divulgado na mídia, talvez as pessoas estejam mais conscientes do quadro clínico e acabem procurando o neurologista ou psiquiatra, o atendimento médico para fazer diagnóstico”, explica a neurologista Dra. Larissy Degani.
Apesar disso, ainda é comum que o diagnóstico aconteça apenas na vida adulta, como aponta o estudo internacional. Nesse contexto, a conscientização segue sendo fundamental. “Muitas vezes era aquela criança que era considerada difícil, considerada danadinha, mas não necessariamente se pensava que tivesse alguma condição neurológica ou psiquiátrica subjacente”, explica Degani, que também chama atenção para as diferenças de manifestação ao longo da vida. “No adulto, a principal queixa é justamente essa falta de interação social, de dificuldade de socialização, ser intolerante a barulhos”, alerta.
Principais sinais de TEA em crianças
A avaliação neuropsicológica é uma das formas mais assertivas para diagnóstico do autismo, já que não existe nenhum tipo de exame que faça essa detecção. Por isso, uma equipe multidisciplinar é fundamental desde a investigação até o acompanhamento no tratamento. Em crianças, é importante estar atento aos seguintes sinais e, em caso de dúvida, procurar ajuda médica:
Dificuldades de interação social: pouco ou nenhum contato visual; não responde ao nome; pouca interação com outras crianças ou adultos; dificuldade em apontar, compartilhar interesse ou mostrar objetos; não imita gestos ou expressões.
Alterações na comunicação e linguagem: atraso ou ausência de fala; perda de habilidades já adquiridas (regressão); uso repetitivo de palavras ou frases (ecolalia); dificuldade em manter trocas simples de comunicação.
Comportamentos repetitivos e interesses restritos: movimentos repetitivos (como balançar o corpo ou bater as mãos); brincadeiras repetitivas (como alinhar brinquedos); fixação por objetos ou temas específicos; forte resistência a mudanças de rotina.
Alterações sensoriais: reação exagerada ou reduzida a sons, luzes e texturas; incômodo com roupas, etiquetas ou certos alimentos.
Terapias e tratamentos medicamentosos
Assim como a equipe, o tratamento do TEA é multidisciplinar e deve ser adaptado às necessidades de cada pessoa, com foco no desenvolvimento da comunicação, da autonomia e das habilidades sociais. Entre as principais abordagens estão a terapia comportamental, como a Análise do Comportamento Aplicada (ABA), a fonoaudiologia, a terapia ocupacional com foco em integração sensorial e intervenções voltadas ao desenvolvimento e à interação social.
Em alguns casos, o acompanhamento psicológico e psiquiátrico também é indicado para lidar com condições associadas, como ansiedade e alterações de comportamento. Existem, ainda, medicamentos que podem contribuir para a melhora da qualidade de vida do paciente. Na Prati-Donaduzzi, o Perlid se destaca entre os mais acessíveis do mercado, contribuindo para a ampliação do acesso e para a continuidade do tratamento de crianças e adolescentes até 17 anos.
Com esse portfólio, companhia reforça o posicionamento como uma parceira relevante para os profissionais de saúde no cuidado contínuo desses pacientes, ampliando a atuação em Sistema Nervoso Central, com soluções que contribuem para a acessibilidade e a continuidade do tratamento. “À medida que o diagnóstico avança, cresce também a necessidade de garantir acesso ao tratamento. Nosso compromisso é apoiar profissionais de saúde e pacientes com soluções que contribuam para a continuidade do cuidado e para a qualidade de vida ao longo de toda a jornada”, afirma Juliana Mendes, Gerente de Marketing.