A cesta básica de alimentos ficou mais barata em Toledo em junho e interrompeu uma sequência de três meses de alta. O custo caiu 0,88% em relação a maio e fechou o mês em R$ 716,57, segundo a pesquisa mensal do Núcleo de Desenvolvimento Regional (NDR) da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste).
Com a queda, um trabalhador que ganha o salário-mínimo precisa de 47,79% do valor líquido para comprar a cesta individual, um pouco menos do que os 48,21% de maio. Em tempo de trabalho, são 97 horas e 15 minutos para pagar a cesta, ante 98 horas e 7 minutos no mês anterior.
A conta é mais dura para quem sustenta uma família. A cesta familiar caiu de R$ 2.168,74 em maio para R$ 2.149,70 em junho, mas segue fora do alcance de quem vive de um salário-mínimo: o custo supera em 43,37% o valor líquido do piso, o que deixa o trabalhador sem margem para as outras despesas da casa.
Entre os 13 itens pesquisados, sete ficaram mais caros e seis mais baratos. A maior alta foi a do feijão, que subiu 18,03%, seguido da banana (13,79%). No sentido contrário, o tomate teve a maior queda (-12,86%), à frente da batata (-10,45%). Segundo a pesquisa, foram justamente as quedas do tomate e da batata que puxaram o índice do mês para baixo.
Confira a variação de preço dos 13 produtos entre maio e junho:
| Produto | Maio (R$) | Junho (R$) | Variação |
|---|---|---|---|
| Feijão (1 kg) | 5,38 | 6,35 | +18,03% |
| Banana (1 kg) | 4,28 | 4,87 | +13,79% |
| Margarina (500 g) | 7,48 | 7,94 | +6,15% |
| Farinha de trigo (1 kg) | 4,29 | 4,55 | +6,06% |
| Pão francês (1 kg) | 13,19 | 13,42 | +1,74% |
| Carne (1 kg) | 47,15 | 47,33 | +0,38% |
| Óleo de soja (900 g) | 7,36 | 7,38 | +0,27% |
| Leite (1 litro) | 5,54 | 5,42 | -2,17% |
| Açúcar (1 kg) | 2,96 | 2,88 | -2,70% |
| Café (500 g) | 26,19 | 24,60 | -6,07% |
| Arroz (1 kg) | 3,73 | 3,47 | -6,97% |
| Batata (1 kg) | 7,94 | 7,11 | -10,45% |
| Tomate (1 kg) | 10,50 | 9,15 | -12,86% |
No acumulado de 12 meses, de julho de 2025 a junho de 2026, a cesta ficou 7,96% mais cara: passou de R$ 663,73 para os R$ 716,57 de junho. Nesse período, foram seis meses de alta e seis de queda no custo.
Na comparação com outras cidades, Toledo aparece entre as cestas mais baratas. Em Cascavel, o custo foi de R$ 728,08, 1,61% acima do de Toledo. Só saíram mais em conta as cestas de Recife (PE), Pato Branco (PR) e Dois Vizinhos (PR). No outro extremo, São Paulo (SP) teve a cesta mais cara do levantamento, R$ 965,47, 34,74% acima da de Toledo.
A pesquisa também estima o salário-mínimo necessário para uma família cobrir todas as despesas do mês, como moradia, roupas e transporte. Em Toledo, esse valor precisaria ser de R$ 6.019,89 em junho, cerca de quatro vezes o piso atual, de R$ 1.621,00. Na média nacional, a conta sobe para R$ 8.110,92.
Feita em parceria entre a Unioeste e a Prefeitura de Toledo, a pesquisa acompanha os preços há 63 meses, desde abril de 2021, e segue a metodologia do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).