Com a queda nas temperaturas, Toledo reforça orientações para prevenir doenças respiratórias


Foto: Gilson Abreu - AEN
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Com a queda das temperaturas nos últimos dias, a preocupação com o aumento de doenças respiratórias em Toledo voltou ao centro das atenções. Segundo o chefe da 20ª Regional de Saúde, doutor Fernando Pedrotti, as principais ocorrências nesta época do ano envolvem gripes, resfriados e suas complicações, como pneumonias, broncopneumonias, sinusites e faringites. Casos de agravamento de asma e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) também têm sido registrados.

Idosos, crianças e bebês estão entre os públicos mais vulneráveis a complicações. “São pessoas com maior risco de evolução para quadros graves e até óbito nesses casos”, afirmou Pedrotti.

Desde o início de junho, todos os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de Toledo estão ocupados. No dia 11 de junho, havia 18 pessoas aguardando vaga em UTI e sete crianças na fila por leitos de enfermaria. Para tentar reduzir a sobrecarga, a Prefeitura adotou medidas emergenciais. Desde o dia 10 de junho, às Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do Jardim Europa e do Cosmos passaram a oferecer atendimento estendido até as 22h00, com foco específico nas Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAGs) entre 19h00 e 22h00.

Desde o dia 16 de junho, a UBS da Vila Paulista foi transformada em unidade sentinela, destinada exclusivamente a pacientes com sintomas respiratórios. Além disso, o Pronto Atendimento Municipal (PM) - Mini-hospital Doutor Jorge Milton Nunes, na Vila Pioneiro, foi definido como unidade de referência para esses casos, enquanto a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), na Vila Becker, concentrou o atendimento pediátrico.

Outro fator que preocupa as autoridades é a baixa cobertura vacinal contra a gripe. Apesar da vacina estar disponível gratuitamente para toda a população a partir dos seis meses de idade, no início de junho apenas 35,00% dos moradores de Toledo haviam se vacinado, percentual muito abaixo da meta de 90,00% estabelecida pelo Ministério da Saúde. “A vacina deste ano já está disponível desde abril e é fundamental que as pessoas procurem se imunizar o quanto antes, pois a proteção leva cerca de 14 dias para fazer efeito”, reforçou Pedrotti.

O médico também orienta a população a manter cuidados preventivos simples, como manter os ambientes ventilados, evitar aglomerações, higienizar as mãos com frequência e utilizar máscara em caso de sintomas respiratórios.

“São medidas básicas, mas que fazem a diferença para reduzir o contágio e proteger a saúde coletiva neste período de maior circulação de vírus respiratórios”, concluiu.

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