Teve início nesta quarta-feira (15), na sede do Sindicato Rural de Toledo, o curso “Olericultura: controle de doenças”, promovido pela Secretaria Municipal de Agricultura e Proteína Animal (Smap), em parceria com o Sindicato Rural de Toledo, anfitrião da capacitação. A formação, voltada à olericultura, ramo da horticultura dedicado ao cultivo de hortaliças, reúne 13 participantes, dos quais oito integram as cinco famílias beneficiadas pelo projeto Horta Agrocidadão.
Com carga horária de 40 horas-aula, a capacitação será desenvolvida ao longo de cinco dias (15, 16, 22, 23 e 27 de julho) nos períodos da manhã. A capacitação ocorre em um momento considerado estratégico para os participantes do Horta Agrocidadão, pois as famílias estão próximas de realizar a primeira colheita de hortaliças de ciclo curto, como alface, rúcula e rabanete.
O coordenador de Agricultura Familiar da Smap, Cristopher Azevedo, ressalta que a capacitação foi planejada para fortalecer o Horta Agrocidadão e preparar os participantes para uma atuação cada vez mais qualificada. “O objetivo deste curso é fortalecer cada vez mais nosso projeto, dar instruções para os nossos participantes do projeto”, destaca. “Receber esse conteúdo será muito importante para eles, pois vão entender como funciona a dinâmica das doenças e como é o ciclo das culturas. Então, dessa forma, eles vão conseguir aumentar a produtividade e produzir com cada vez mais qualidade”, acrescenta.
Manejo
Ao longo do curso, ministrado pelo instrutor do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Solivan Rosanelli, os participantes terão acesso a conteúdos voltados ao uso de técnicas de prevenção e controle de doenças em culturas olerícolas. O foco está na identificação dos agentes causadores e na adoção de práticas adequadas de manejo para reduzir os riscos de doenças que podem comprometer a produção.
O curso se divide em 13 eixos: doenças da alface; doenças das apiáceas; doenças da beterraba; doenças das brássicas; doenças da cebola; doenças das cucurbitáceas; doenças das solanáceas; nematoides; doenças causadas por bactérias; doenças pós-colheita; podridão de frutos; distúrbios fisiológicos; e viroses.
Solivan explica que a formação permitirá aos participantes identificar corretamente os principais problemas fitossanitários encontrados nas hortas e agir de forma adequada para reduzir prejuízos. “Vamos falar sobre todas as doenças que ocorrem dentro de uma horta e as técnicas para detectá-las e preveni-las”, pontua Solivan. “Então eles vão ter uma capacidade de pegar uma planta, olhar e ver se é uma bactéria, um fungo, uma virose ou alguma outra coisa que está prejudicando a colheita deles. Dessa forma, eles vão perder menos produção”, observa.
O projeto
O Horta Agrocidadão foi implantado recentemente pela Smap como projeto-piloto em uma área de 2.200 metros quadrados no Jardim Santa Clara IV e tem como objetivo transformar áreas urbanas em espaços de produção de alimentos. A Prefeitura de Toledo, por meio da Smap, oferece apoio técnico à iniciativa, que busca promover segurança alimentar, inclusão social, educação ambiental e o fortalecimento dos vínculos comunitários, ao mesmo tempo em que incentiva a geração de alimentos para as famílias participantes.
Beneficiária do Horta Agrocidadão, Elizabete Alves de Souza relata que a experiência tem proporcionado novos conhecimentos e reflexos positivos em sua rotina. “Eu espero, durante o curso, aprender sobre as plantinhas que estamos cultivando. É muito bom saber como cuidar delas. Estes dias em que estamos cuidando delas estão sendo muito bons, pois, quando você tem uma atividade, até a autoestima melhora”, relata. “A palavra que, para mim, define este momento é gratidão”, resume.