Custo médio da cesta básica em Toledo cai após dois meses de alta


Foto: Geraldo Bubniak - AEN
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Em novembro de 2024, a cesta básica de alimentos em Toledo apresentou uma queda de -00,09% no seu custo médio em relação a outubro do mesmo ano. O aumento vem após o aumento de 04,55% em outubro. No período dos últimos 12 meses, a cesta básica de alimentos em Toledo registrou um aumento acumulado de 08,58%. Esse resultado foi apontado no estudo mensal realizado pelo Núcleo de Desenvolvimento Regional (NDR), que é composto pelo curso de Ciências Econômicas e pelos programas de Pós-graduação em Economia (PGE) da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) Campus de Toledo.

Em novembro de 2024, o valor da cesta básica em Toledo foi de R$ 642,64, representando um aumento de 08,58% em relação ao preço de R$ 591,86 registrado em dezembro de 2023.

Nos últimos 12 meses até novembro de 2024, houve variações mensais alternadas, com sete meses de aumento e cinco meses de redução no custo da cesta básica. No ano de 2024, de janeiro a outubro, o índice acumulado indicou um aumento total de 05,61% no valor da cesta básica. Em janeiro de 2024, o custo era de R$ 608,53, subindo para R$ 642,64 em novembro do mesmo ano.

A cesta básica familiar em Toledo, calculada para uma família de quatro pessoas (com dois adultos e duas crianças, equivalente a três adultos em termos de consumo), registrou uma diminuição de -00,09% no custo entre outubro e novembro de 2024. Em outubro, o seu valor era de R$ 1.929,62, caindo para R$ 1.927,93 em novembro do mesmo ano.

O custo da cesta básica familiar continua sendo significativamente alto em relação ao salário mínimo líquido. Em novembro de 2024, o valor da cesta básica familiar excedeu o salário mínimo líquido em 47,61%, o que indica que um trabalhador remunerado com um salário mínimo não teria condições de adquirir essa cesta básica, deixando pouco espaço para outras despesas domésticas mensais.

Dos 13 itens analisados na cesta básica de Toledo, apenas quatro apresentaram aumento no preço médio em contraste com o mês anterior: óleo de soja (11,70%); a carne (04,33%); o feijão (01,34%); a farinha de trigo (00,25%).

Durante o período analisado, oito produtos da cesta básica em Toledo apresentaram redução no preço médio: o tomate (-10,23%); a banana (-04,59%); a batata (-02,99%); o pão francês (-02,95%); o café (-02,52%); o arroz (-01,80); o leite (-01,19%); e a margarina (-00,51%). O açúcar não apresentou variação entre outubro e novembro.

Diante da variação total para o mês de outubro de 2024, percebe-se que o óleo de soja foi o produto que apresentou o maior aumento, em função da demanda no mercado externo. Já o tomate e a banana tiveram as maiores quedas de preço, e foram alguns dos principais responsáveis por acentuar a queda de preço do índice, que só não foi maior em função do aumento do preço da carne.

Em Toledo, o salário mínimo necessário para atender às necessidades básicas como alimentação, vestuário, telefone, internet, água, energia elétrica, educação e outros é estimado em R$ 5.398,86 de acordo com a metodologia do Departamento de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em 2024 o salário mínimo praticado no Brasil é de R$ 1.412,00.

Quanto ao número de horas necessárias de trabalho para adquirir a cesta básica: Em outubro de 2024, um trabalhador remunerado com salário mínimo precisava trabalhar 100 horas e 13 minutos para comprar a cesta básica. Em novembro de 2024, esse tempo aumentou para 100 horas e 08 minutos.

Essas horas representam 45,55% e 45,51% do total de horas trabalhadas nos meses de outubro e novembro de 2024, respectivamente. Essa redução no número de horas necessárias reflete uma leve melhora na acessibilidade à alimentação básica para trabalhadores com salário mínimo, mas ainda representa uma carga significativa de trabalho para atender apenas essa necessidade básica.

Os itens que compõem a cesta básica e que foram analisados na pesquisa são: carne (patinho, coxão mole e coxão duro); leite integral; arroz parboilizado; feijão preto; farinha de trigo; batata monalisa; tomate; pão francês; café em pó; banana caturra; açúcar cristal; óleo de soja; leite longa vida; e margarina.

A pesquisa sobre a cesta básica de alimentos foi conduzida pelo NDR em Toledo e abrangeu outras 11 cidades do Brasil: Cascavel-PR; Curitiba-PR; Florianópolis-SC; Porto Alegre-RS; São Paulo-SP; Recife-PE; Campo Grande-MS; Belém-PA; Pato Branco-PR; Francisco Beltrão-PR; e Dois Vizinhos-PR.

O método utilizado para a elaboração da pesquisa segue os pressupostos metodológicos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos e Estudos Socioeconômicos (Dieese), um órgão especializado na análise socioeconômica que define os itens e critérios para o cálculo da cesta básica. Essa metodologia padronizada permite comparar o custo da cesta básica entre diferentes localidades, proporcionando insights sobre a variação de preços e o impacto econômico sobre as famílias brasileiras.

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