O que era para ser um emprego temporário se transformou em carreira. José Lucas Santos Machado iniciou sua trajetória na indústria como auxiliar e, ao longo dos anos, construiu um caminho sólido ao passar por diferentes setores e funções: de operador a especialista, analista e, atualmente, supervisor de produção de sólidos na Prati-Donaduzzi Indústria Farmacêutica. Quando foi admitido, em 2012, ele ainda planejava seguir a carreira de engenheiro, mas foi o dia a dia da indústria que redirecionou seu caminho profissional.
O acesso a cursos de capacitação oferecidos pela própria empresa foi determinante para trocar a Engenharia pelo curso de Farmácia. “Fui incentivado na minha formação com bolsas de estudo e isso fez toda a diferença na minha trajetória”, afirma.
Segundo o Mapa do Trabalho Industrial 2025-2027, elaborado pelo Observatório Nacional da Indústria, o Brasil precisará qualificar cerca de 14 milhões de trabalhadores até 2027 para atender às demandas do setor produtivo. Desse total, a maior parte, aproximadamente 11,8 milhões, corresponde a profissionais que já estão no mercado e precisam se atualizar, enquanto 2,2 milhões serão destinados à formação de novos trabalhadores.
O levantamento evidencia que a qualificação contínua passa a ser uma necessidade, impulsionada pelas transformações tecnológicas e pelas exigências cada vez mais complexas da indústria, que demanda profissionais preparados para lidar com processos modernos em vários níveis técnicos e operacionais.
Nesse contexto, a formação profissional dentro das empresas ganha protagonismo. No setor farmacêutico, iniciativas estruturadas de capacitação têm contribuído para o desenvolvimento técnico e acadêmico dos colaboradores. É o caso da Uniprati, universidade corporativa da Prati-Donaduzzi, que oferece programas de treinamento e qualificação para os próprios funcionários.
De acordo com Luis Pitarello, Gerente de RH, Treinamento e Desenvolvimento, as diferentes funções na indústria farmacêutica envolvem etapas altamente técnicas, que vão desde a manipulação precisa de insumos até a operação de sistemas integrados de produção. Esse nível de exigência reforça a necessidade de aprendizado contínuo e atualização constante.
“O incentivo à educação é um dos pilares desse desenvolvimento. Programas internos de capacitação e apoio à formação acadêmica contribuem para que os colaboradores avancem profissionalmente, alinhando crescimento pessoal aos objetivos da empresa”, explica Luis.
Formação de ponta a ponta
Hoje, a Prati-Donaduzzi conta com cerca de cinco mil colaboradores e investe na formação contínua de seus profissionais por meio da Uniprati. São 68 horas de treinamento por colaborador – mais do que o dobro da média das empresas brasileiras, que oferecem 26 horas. A iniciativa reúne uma série de programas estruturados, como treinamentos obrigatórios, técnicos e comportamentais, além de ações voltadas à formação de novos talentos, como os programas de estágio (férias, obrigatório e não obrigatório) e de aprendizagem.
A companhia também oferece apoio à educação formal, com concessão de bolsas de estudo, e disponibiliza uma biblioteca com mais de 1.800 títulos para consulta dos colaboradores. As iniciativas incluem ainda a recepção de universidades para visitas técnicas e o desenvolvimento de programas de capacitação voltados à comunidade, ampliando o impacto da formação para além do ambiente interno.
Sobre a Prati-Donaduzzi
A Prati-Donaduzzi é uma indústria farmacêutica brasileira com atuação nacional, dedicada ao desenvolvimento, produção e comercialização de medicamentos. Com forte presença no mercado e foco em inovação e excelência operacional, a empresa mantém o compromisso de promover saúde e bem-estar, aliando crescimento econômico, responsabilidade social e respeito ao meio ambiente.