Foi realizado o lançamento da exposição artística “Conexão”, da artista Franciane Galli, no Museu Histórico Willy Barth, na noite da última quarta-feira (3). A mostra integra a programação do Junho Verde, voltada à conscientização ambiental, promovida pela Secretaria de Cultura, Secretaria de Educação e Secretaria de Meio Ambiente.
A exposição reúne obras em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, fotografias e vídeos, organizadas de forma sequencial para construir uma narrativa aos visitantes. A visitação é gratuita e segue aberta ao público até o dia 17 de julho.
Natural do Rio Grande do Sul e atualmente residente em Santa Catarina, Franciane Galli também surpreendeu o público durante o lançamento. A artista produziu ao vivo uma arte comestível em uma tela revestida com plástico filme. A obra foi elaborada com patê de ervas finas e geleia de frutas vermelhas, finalizada com morangos, salsinha e cebolinha. Após a apresentação, os participantes puderam degustar a criação acompanhada de torradas e biscoitos.
Representando o secretário da Cultura, Gabriel Furlan, a diretora de Cultura, Karla Celant, ressaltou que a exposição proporciona um momento de reflexão sobre a conscientização ambiental. Ela destacou a parceria entre as secretarias envolvidas e a participação da artista, que veio de outro estado para apresentar seu trabalho. “Precisamos nos conscientizar sobre nossas ações e repensá-las. Vai ser uma experiência muito bonita para todos”, afirmou.
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O museólogo do Museu Histórico Willy Barth, Luan da Rosa Pacheco, agradeceu a presença do público e destacou a importância da temática abordada pela exposição. Segundo ele, a conscientização ambiental é um tema relevante para a sociedade e participar da construção da mostra foi uma honra. “Agora os visitantes terão a honra de apreciar as obras. Em nome do museu, nós queremos que os artistas se façam presentes aqui, seja por chamamento, seja por convite. E temos números para comemorar: em 10 anos que o museu está neste endereço tivemos mais de 50 mil visitantes”, afirmou.
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A artista Franciane Galli explicou que a exposição foi construída para proporcionar uma experiência imersiva de conscientização ambiental. Segundo ela, a mostra reúne diferentes linguagens das artes visuais e segue uma sequência lógica que conta uma história. A primeira parte apresenta um caráter mais provocativo, enquanto a segunda busca conduzir o visitante à reflexão e à conscientização. “A arte chegou em minha vida não como o belo ou o bonito, mas para o sentir, para deixar que as artes toquem a gente de verdade”, declarou.

Franciane também relacionou a exposição à própria trajetória de vida. Criada no município de Coxilha, no Rio Grande do Sul, ela contou que cresceu próxima à natureza, convivendo com rios, mata e o trabalho na roça ao lado da família. Segundo a artista, essa vivência influencia diretamente seu processo criativo e está presente na narrativa da exposição. “Essa exposição tem tudo a ver com isso, com minha experiência não só como artista, mas como ser humano. A gente traz muito a narrativa própria, e quando vamos criar as coisas, vem de dentro, não tem como fugir da nossa vivência”, afirmou. Ela também relembrou que, desde criança, se sensibilizava ao presenciar situações de degradação ambiental. “Eu lembro que desde pequena eu chorava quando via a natureza sendo destruída”, relatou.