Infraestrutura rural motiva visita de comitiva de São Mateus do Sul a Toledo


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O know how obtido nas últimas décadas por Toledo em infraestrutura rural motivou a visita, nesta sexta-feira (5), à Capital Paranaense do Agronegócio de uma comitiva de São Mateus do Sul, município na região sudeste do estado com quase 50 mil habitantes cuja economia está baseada na extração do xisto e da erva-mate. Chefiado pela prefeita Fernanda Garcia Sardanha, o grupo iniciou seu roteiro, nas primeiras horas da manhã, com um encontro com autoridades locais na Sala de Reuniões do Gabinete do Prefeito.

O chefe do Executivo toledano saudou os visitantes e destacou que os avanços importantes nesta área resultam de um longo processo. “Essa história começou em meados da década de 1980, quando o Leoclides Bisognin, hoje presidente da Câmara de Vereadores, era secretário da Agricultura. Ele certamente deve se lembrar da dificuldade que foi convencer os produtores sobre a importância deste tipo de intervenção nas estradas, pois a conservação destas dependia também da conservação do solo. Isso só mudou a partir das primeiras experiências bem-sucedidas, o que interferiu de forma positiva e definitiva no desempenho do nosso agronegócio”, recorda Beto Lunitti. “Atualmente temos o PAP [Plano de Atendimento ao Produtor], que garante um atendimento mais amplo e  eficiente a todas as regiões do município, o qual se soma a outras iniciativas de apoio ao homem e à mulher do campo. Essa expertise está ancorada num arcabouço legal e em políticas públicas permanentes do município. No que for preciso, nos colocamos à disposição para assessorá-los na implementação destas ações em São Mateus do Sul”, destaca.

Fernanda agradeceu a recepção e vê em Toledo um exemplo que pode ser seguido pelo município que administra. “Temos 8.500 quilômetros de estradas rurais que recebem um tráfego bastante pesado, pois lá temos uma unidade da Petrobras de industrialização do xisto, em torno da qual existe toda uma cadeia produtiva que gera muitos empregos e divisas para São Mateus do Sul. É com os resíduos deste minério que fazemos a cobertura das vias da nossa área rural, porém queremos aprimorar este processo”, relata. “Escolhemos um trecho com 1,5 quilômetros de uma estrada rural para desenvolver um projeto-piloto no qual poderemos convencer os produtores no sentido de serem nossos parceiros na iniciativa”, comenta o secretário de Obras são-mateuense, Alexssandro Linares, que estava acompanhado do diretor-geral (Josafath Mazur) e do arquiteto (Guilherme Distéfano) da pasta.

Em seguida, a comitiva, acompanhada do titular da Infraestrutura Rural e Urbana e de Serviços Públicos, Maicon Bruno Stuani, pôde conhecer in loco a realidade das estradas rurais de Toledo. “A intenção é mostrar para ele tanto as vias que estão em perfeito estado quanto aquelas que requerem uma atenção maior do poder público municipal. Nosso desafio diário é gigantesco, pois nosso produtor acostumou-se a circular por estradas de alta qualidade e quando isso não acontece a cobrança sobre nós é ainda maior”, pontua o secretário toledano.

Bisognin e o superintendente da Empresa de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdur), Ascânio Bützge, também fizeram observações técnicas sobre como o exemplo de Toledo pode (ou não) ser replicado em São Mateus do Sul. “Entre os dois municípios existe uma diferença considerável de clima e solo. O ‘x da questão’ está em torno das técnicas de compactação do terreno das estradas de forma a evitar ao máximo a erosão, protegendo-as da força das águas da chuva. Algumas intervenções, como o erguimento da estrada, podem até causar resistência entre os produtores rurais, mas é fundamental manter o diálogo com a comunidade para que esse processo avance”, aconselha o presidente do Legislativo de Toledo. “Aqui a compactação é feita por rachão, mas talvez lá isso nem seja necessário. Porém, é preciso realizar um estudo de solo completo para que as ações sejam mais assertivas. Da década de 80 para cá, acumulamos um conhecimento grande sobre o assunto e fomos aprimorando as técnicas dentro da nossa realidade”, salienta o responsável pela empresa pública de direito privado responsável pela imensa maioria das obras de pavimentação asfáltica no interior.