No dia 21 de junho, a cidade de Toledo foi impactada com a informação de que o primeiro óbito do ano no Brasil causado pela Gripe Suína (AH1v) teria ocorrido no município. Na ocasião, a informação foi confirmada publicamente pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mas ainda estava em investigação. No final da tarde da última quarta-feira, 28, a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa), emitiu uma nota oficial, informando que a causa da morte não foi a gripe suína.
No documento, a Sesa afirma que essa causa foi descartada pelo Ministério da Saúde, por meio da Nota Técnica de Nº 39/2023. A informação é de que a mulher realmente contraiu o vírus da gripe suína, mas que isso não ocasionou o seu óbito e sim complicações decorrentes da neoplasia grave (câncer em estado avançado).
A conclusão de que a morte não ocorreu por gripe suína veio após uma reunião que contou com a participação de lideranças, especialistas e pesquisadores da Sesa, Ministério da Saúde, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Laboratório Central do Estado do Paraná (Lacen), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), órgão vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), e Secretaria Municipal de Saúde de Toledo.
O Ministério da Saúde irá encaminhar a conclusão e o relatório elaborado pelos órgãos e profissionais envolvidos para a Organização Mundial da Saúde para a atualização do caso, conforme protocolo protocolo pela instituição.
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Ainda em nota, a Sesa reforçou que o vírus da gripe suína tem baixíssima circulação no Paraná, além de contar com pequeno índice de evolução para casos graves e óbitos.
Por fim, a Sesa lembrou que o Paraná conta com 34 unidades sentinelas com monitorização contínua dos vírus respiratórios, além de realizar coletas nos pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARGs). Entre 2015 e 2023, oito casos da doença foram registrados no estado e nenhum deles causou o óbito dos pacientes.
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George Company TerraplanagemSobre o vírus da gripe suína
O vírus circula em porcos e pode ser transmitido aos humanos após o contato com os suínos ou ainda com ambientes contaminados. Na maior parte dos casos o quadro clínico é leve.
?? importante ressaltar que ainda não existe uma vacina específica contra a Influenza A (AH1v), mas a vacina sazonal contra a gripe comum pode impedir que os sintomas da doença se agravem.
Sobre o caso
A mulher residia nas proximidades de uma granja de suínos, no entanto não teve contato com os animais. Dois de seus familiares tiveram contato com os porcos e podem ter adquirido a doença e depois transmitido à vítima. Eles foram testados e não tiveram a confirmação da enfermidade.
A mulher de 42 anos apresentou dor de cabeça, dor de garganta, febre e dores abdominais no dia 01º de maio. Ela foi hospitalizada no dia 03 de maio, já com um quadro de Infecção Respiratória Aguda Grave. No dia 04 ela deu entrada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e veio a óbito no dia 05 de maio.
Na ocasião, o Lacen realizou o exame com as amostras da vítima e confirmou a contaminação pela doença, que acabou não sendo confirmada como causa da morte.
As amostras também foram encaminhadas para mais exames no Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (US - CDC), com a finalidade da caracterização e demais estudos.