Paraná é destaque nacional em cuidados paliativos a pacientes e familiares

Fonte: AEN
Paraná é destaque nacional em cuidados paliativos a pacientes e familiares
📷 Foto: AEN

O Paraná se destaca no cenário nacional em cuidados paliativos, que são atendimentos voltados a pacientes e familiares diante de doenças que ameaçam a continuidade da vida. Desde 2019, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) mantém o cuidado paliativo como uma das principais frentes da atenção primária e especializada à saúde.

Um fator que demonstra essa posição diferenciada é que o Paraná é um dos quatro estados brasileiros a ter equipes habilitadas nacionalmente no Sistema ??nico de Saúde (SUS). São do Paraná 10 das 14 primeiras equipes da Política Nacional de Cuidados Paliativos qualificadas, oficializadas pela Portaria GM/MS nº 8.032/2025, em setembro deste ano. Todas são de Curitiba e estão alocadas em cinco hospitais e cinco Unidades de Pronto Atendimento (UPA).

De acordo com levantamento da Diretoria de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, mais de 3,8 mil pessoas receberam esse tipo de atendimento de janeiro a agosto deste ano, sendo 2.506 na Atenção Primária à Saúde (APS), prestada nos municípios, e 1.320 na Atenção Ambulatorial Especializada (AAE). Os dados foram extraídos do Sistema de Informação da Atenção Básica (Sisab) e do Sistema de Informação Ambulatorial (SIA), do Ministério da Saúde.

As equipes são compostas por médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos e técnicos de enfermagem, garantindo suporte especializado e humanizado para a população paranaense que necessita desse cuidado.

Segundo o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, a pasta tem articulado e acompanhado de perto a execução do Plano Estadual de Cuidados Paliativos. ???O Paraná tem avançado de forma consistente em atendimento nesta área, em todo o Estado. Temos incentivado a formação de equipes multiprofissionais, ofertado educação permanente e participado de projetos nacionais voltados ao fortalecimento dessa política???, afirma.

Várias iniciativas do Governo do Estado, por meio da Sesa, foram ou estão sendo realizadas nesse sentido. Em outubro de 2023, a secretaria instituiu o Grupo Condutor Estadual de Cuidados Paliativos, responsável pela elaboração, articulação e monitoramento do Plano Estadual. Cerca de 10 mil profissionais de saúde da Rede de Atenção foram capacitados para o atendimento e mais de 2 mil gestores foram sensibilizados sobre a importância do tema.

Além disso, existe o constante incentivo e levantamento do interesse de profissionais para a composição de equipes multiprofissionais especializadas, além de oferta de educação permanente para trabalhadores da rede hospitalar própria e participação em projetos voltados ao fortalecimento da política no território nacional.

Cuidado integral

O hospital Pequeno Príncipe, complexo hospitalar pediátrico, foi uma das instituições habilitadas pelo Ministério da Saúde e a única dedicada exclusivamente a crianças e adolescentes. A habilitação foi oficializada em agosto de 2025, integrando a implantação da Política Nacional de Cuidados Paliativos (PNCP).

???Os cuidados paliativos objetivam aliviar o sofrimento e melhorar a qualidade de vida, não apenas da pessoa que está doente, mas também de seus familiares e cuidadores. Isso é feito por meio do controle de sintomas físicos, além do apoio emocional, social e espiritual???, ressalta a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti Lopes.

Portadora da rara Síndrome de Emanuel, Ana Helena Vieira é acompanhada pelo serviço de tratamento paliativo do Hospital Pequeno Príncipe (HPP). A síndrome causa atraso severo no desenvolvimento, epilepsia e má formações, como rim unilateral. Sua condição exige cuidados 24 horas, uma dedicação integral da mãe, Franciele Ferreira Kobachuk.

O diagnóstico, inicialmente um choque, veio após a descoberta de múltiplas má formações fetais aos sete meses de gestação. Foi no HPP que a família encontrou o suporte por meio do Programa de Cuidados Paliativos Pediátricos. Ana é acompanhada por diversos especialistas para tratamento dos sintomas causados pela síndrome.

???O cuidado paliativo não é fim de vida, ele é uma chance da pessoa viver com uma melhor qualidade de vida. Eles têm um olhar diferente para os nossos filhos e isso ajuda muito. Quando falaram em cuidados paliativos, eu me assustei, mas é um cuidado maravilhoso e na nossa vida fez toda a diferença???, contou Franciele.

A frase de Franciele desmistifica o conceito que associa o cuidado paliativo a "não ter mais o que fazer". Ao contrário, tem muito a oferecer. Para a família, os cuidados paliativos se tornaram a ponte entre a complexidade da síndrome de Ana Helena e a busca por bem-estar.

Ela também relata que o acompanhamento mudou o tratamento de Ana Helena, focando em aliviar os sintomas e garantir conforto, mesmo diante de uma síndrome sem cura. ???Eu sei que o programa pode ajudar muitas famílias como a nossa???, afirma Franciele.

O vice-diretor técnico de Qualidade e Pesquisa Clínica do Hospital Pequeno Príncipe, Fabio Motta, explicou que a entrada da equipe paliativa no circuito de atendimento permite consolidar um mecanismo de trabalho focado na linha de cuidado, com discussões entre as equipes multidisciplinares e articulação das as diversas etapas da atenção. Esse modelo de intervenção busca modificar a qualidade de vida do paciente, garantindo que ele passe o menor tempo possível internado e receba apenas os acompanhamentos realmente necessários.

???Uma boa parte do que a gente realiza e foca é realmente o cuidado da família. Em especial, a ação desses dois profissionais, o assistente social e o psicólogo, têm um foco muito grande na atenção ao familiar, porque a gente acompanha a angústia, acolhe muito o sofrimento, tenta realmente facilitar ao máximo os processos burocráticos que às vezes eles não conseguem enfrentar???, explica.

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