A atividade do babaçu, profundamente enraizada na cultura e na economia de comunidades do Maranhão, é tema de uma pesquisa desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional e Agronegócio (PGDRA) da Unioeste, campus de Toledo. O estudo desenvolvido pela pesquisadora Samara Bontempo Alves Silva sob orientação do docente Jefferson Andronio Ramundo Staduto, e coorientação da pesquisadora da Embrapa Maranhão, Guilhermina Cayres, analisa os desafios enfrentados por negócios sociais vinculados ao extrativismo do babaçu, com foco em dois municípios do norte do estado: Anajatuba e Itapecuru-Mirim.
Presente na Mata dos Cocais, o babaçu (Attalea speciosa) é mais do que uma palmeira nativa: é fonte de alimento, renda e identidade cultural, especialmente para as mulheres conhecidas como quebradeiras de coco babaçu. Ao longo de gerações, elas transformam o fruto em óleo, azeite, alimentos, carvão e artesanato, fortalecendo economias locais e práticas sustentáveis. No entanto, a redução na produção da amêndoa de babaçu tem acendido um alerta sobre os impactos sociais, culturais e ambientais dessa atividade.
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A pesquisa desenvolvida na Unioeste, buscou compreender as causas desse declínio e seus efeitos sobre os negócios sociais que dependem do babaçu. Para isso, foram combinados dados secundários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com entrevistas e grupos focais realizados com mulheres que atuam diretamente na atividade. O trabalho permitiu mapear tanto as transformações na produção quanto as percepções das próprias comunidades.
Segundo a pesquisadora Samara, ouvir as mulheres foi essencial para compreender a complexidade do cenário. “A pesquisa mostra que o declínio da produção não é resultado de um único fator, mas de um conjunto de mudanças que envolvem o território, o modo de vida e as relações entre gerações. Dar voz a essas mulheres foi fundamental para entender a profundidade desses desafios”, destaca.
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Dra. Luciana Menezes De AzevedoEntre os principais fatores identificados estão a redução da força de trabalho, impulsionada pela falta de sucessão geracional, e o desmatamento dos babaçuais, que limita o acesso à matéria-prima. Além disso, as participantes apontaram dificuldades relacionadas à valorização dos produtos, ao acesso a políticas públicas e à infraestrutura necessária para o beneficiamento e comercialização.
Apesar das adversidades, segundo a pesquisadora Samara, os grupos demonstram forte capacidade de organização e resistência. Os negócios sociais vinculados ao babaçu seguem como espaços de cooperação, geração de renda e valorização cultural. “Mesmo diante das dificuldades, há uma grande força coletiva. As mulheres buscam alternativas, diversificam produtos e constroem parcerias para manter a atividade viva”, afirma.
O estudo também evidencia a importância desses empreendimentos para o fortalecimento de sistemas agroalimentares locais, baseados na produção e no consumo dentro das próprias comunidades. Quando a produção diminui, essas relações se fragilizam, aumentando a dependência de produtos externos.
Alinhada aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), a pesquisa realizada na Unioeste, campus de Toledo, reforça a relevância de iniciativas que promovam a igualdade de gênero, a redução da pobreza e a conservação ambiental. O babaçu, nesse contexto, segundo a pesquisadora representa um elo entre tradição, sustentabilidade e desenvolvimento.
Para a pesquisadora, a experiência no PGDRA foi fundamental para a construção do estudo. “O programa oferece uma formação sólida e um ambiente de apoio que faz toda a diferença. As disciplinas, os professores e a gestão contribuíram diretamente para o desenvolvimento da pesquisa. A Unioeste se destaca pelo compromisso com a qualidade e com o estudante”, ressalta.
Além disso, a Embrapa Maranhão foi parte fundamental para a execução e desenvolvimento da pesquisa. Foi na Instituição que a pesquisadora iniciou seus estudos com o babaçu e as quebradeiras de coco, mantendo atualmente vínculo como colaboradora externa e integrante da equipe técnica.
Por fim, além de evidenciar os desafios enfrentados pelas comunidades extrativistas, o estudo reforça a importância das pesquisas desenvolvidas nos programas de pós-graduação da Unioeste, que articulam conhecimento científico com demandas reais da sociedade. Presente em diferentes áreas do conhecimento, a pós-graduação da universidade tem contribuído para a produção de estudos que ultrapassam os limites regionais, alcançando diversas realidades do Brasil e promovendo impactos sociais, econômicos e ambientais.