A Secretaria Municipal da Saúde, por meio do Setor de Combate às Endemias, concluiu o primeiro Levantamento Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) de 2026. Realizado entre os dias 19 e 21 de maio, o levantamento apontou índice de infestação predial de 4,3% no município, percentual considerado elevado pelo Ministério da Saúde, que preconiza índice inferior a 1%.
Durante o trabalho, foram identificados focos do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus em 47 localidades de Toledo. As inspeções abrangeram imóveis distribuídos em cinco estratos do município, contemplando 63 localidades urbanas.
Entre os bairros com maiores índices de infestação registrados no levantamento estão Planalto (23,52%), Santa Clara III (20%), Europa I (13,33%), Iaschombeck I (13,33%), Centro de Eventos (11,11%) e Esplanada (10,86%).
O levantamento também apontou que 15 localidades vistoriadas não apresentaram focos do mosquito. São elas: Paulista, Centro, Operária, Independência, Porto Alegre II, Pasquali I, Panambi I, La Salle I, Tocantins I, Tocantins II, Fachini I, Iaschombeck II, Filadélfia, Panorama III e São Francisco I.
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Quanto aos criadouros encontrados, os recipientes mais frequentes foram baldes, com 24 registros, seguidos por tambores (17), vasos de flor (11), pneus (11) e pratos de plantas (10). Ao todo, foram identificados 152 depósitos com presença de larvas do mosquito.
O coordenador do Setor de Combate às Endemias, Antônio José de Sousa de Moraes explicou que o alto índice de infestação geralmente ocorre entre os meses de março e abril, diferente do observado neste ano: final de maio. “O índice saiu bem acima do que esperávamos, o que coloca a situação em princípio de alerta”, destacou.
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Humana Saúde SulAntônio destacou que neste momento a prioridade é investir esforços nas áreas que tiveram maiores índices de infestação. “Nessas áreas nós vamos trabalhar em sistema de mutirão. Colocaremos as equipes para fechar 100% da área. Além disso, já estamos acionando o plano de contingência, que vai ser voltado especificamente para as outras áreas de maior risco”, detalhou.
“Vamos intensificar a remoção de criadouros nessas áreas, vamos aplicar tratamento com larvicida em todos os depósitos que não puderem ser eliminados, já que vamos abranger uma área maior”, assinalou Antônio.
Imóveis fechados
“Temos problemas com imóveis que ficam fechados e vamos precisar fazer orientação porta a porta. Nossos agentes vão até as residências levar informações e cuidados, aplicando notificações caso encontre foco nesses locais”, informou Antônio.
O coordenador fez um alerta à população, que também precisa fazer sua parte no combate ao Aedes aegypti. “Antes de tudo, isso é um ato de cidadania. O poder público não consegue cobrir todas as frentes, nós precisamos que a população tire no mínimo 10 minutos por semana para vistoriar seus quintais”, concluiu Antônio.