A “deriva no campo” está entre os principais desafios da agricultura moderna. O problema – caracterizado pelo espalhamento, pelo vento, de defensivos agrícolas para uma área fora do alvo – pode atingir lavouras vizinhas, cursos d’água e até áreas urbanas, provocando prejuízos econômicos, impactos ambientais e conflitos entre produtores rurais.
Com o objetivo de orientar agricultores sobre formas de prevenir este tipo de situação, a Secretaria Municipal de Agricultura e Proteína Animal (Smap) está promovendo atividades de conscientização junto a produtores de Toledo. A iniciativa conta com o apoio do Sindicato Rural de Toledo e de entidades ligadas ao sistema da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), como o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR).
Boas práticas
A campanha reforça que a deriva pode ser evitada com a adoção de boas práticas no campo. Entre as orientações repassadas aos produtores estão a realização de aplicações em condições climáticas adequadas, o uso de tecnologia e equipamentos regulados, a escolha correta de bicos e do tamanho das gotas, além do respeito às faixas de segurança.
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Segundo o secretário municipal da Agricultura e Proteína Animal, Luiz Carlos Bombardelli, a proposta da campanha é aproximar as orientações técnicas da realidade vivida diariamente pelos produtores rurais. “Elaboramos uma campanha bem ajustada à realidade local e queremos, com esse trabalho, incentivar o homem e a mulher do campo a produzir com responsabilidade e cuidar da sua lavoura, do meio ambiente e da comunidade ao redor”, explica.
Bombardelli pondera que a aplicação inadequada de defensivos pode provocar impactos em diferentes propriedades e atividades agropecuárias. “Aplicação sem cuidado pode atingir áreas vizinhas, contaminar pastos, pomares, granjas e até açudes”, adverte.
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Dra. Luciana Menezes De AzevedoO secretário também enfatiza que medidas simples podem contribuir para reduzir riscos durante a aplicação. “Antes de aplicar defensivos, observe a direção do vento, escolha o horário adequado, utilize tecnologia antideriva e sempre procure orientação técnica”, orienta. “A comunicação entre produtores vizinhos também ajuda a prevenir problemas e a reduzir riscos”, acrescenta.
Conteúdo educativo
Como parte das ações de conscientização, a Smap também publicou em sua conta no Instagram (@agriculturatoledo) um vídeo explicativo sobre o tema. O material apresenta, de forma didática, os principais cuidados que devem ser adotados durante a aplicação de defensivos agrícolas, destacando medidas que ajudam a reduzir riscos e a preservar a convivência entre diferentes atividades no meio rural.
Feno
O produtor de leite e feno no distrito de Dez de Maio, Edson Schmidt, é um dos idealizadores da campanha e destaca que ela surgiu a partir de uma preocupação apresentada por produtores rurais e posteriormente validada por profissionais da área técnica. “Eu levei essa indicação tanto para o secretário da Agricultura e Proteína Animal quanto ao presidente do Sindicato Rural de Toledo. Os dois entenderam a importância dessa demanda e aí nasceu esta ação”, relata. “Vale lembrar que esse conteúdo não foi baseado somente no relato de um produtor, mas também teve respaldo técnico de dois médicos veterinários”, frisa.
Ao comentar os impactos da deriva sobre a cadeia produtiva do feno, Schmidt observa que Toledo ocupa posição de destaque neste segmento. “Hoje Toledo já é referência em produção de feno de alta qualidade”, ressalta. “O feno daqui posso dizer, sem medo de errar, que vai para todo o Brasil, inclusive para rebanhos de alto valor agregado”, salienta o produtor.
Schmidt também chama atenção para os riscos indiretos da deriva em diferentes atividades agropecuárias e para os reflexos econômicos e sanitários provocados por aplicações inadequadas. “Muitos defensivos agrícolas em contato com o feno não são vistos a olho nu e temos que redobrar os cuidados para que este alimento não seja intoxicado por estas substâncias que, em alguns casos, podem ser letais se forem ingeridas”, alerta. “A deriva não afeta somente os produtores de feno, mas também os vizinhos das áreas onde ela ocorre e prejudica outros tipos de produção que estão no entorno, como piscicultura, bovinocultura e avicultura”, sublinha.