O presidente do Sindicato Rural de Toledo, Nelson Gafuri, participou de um encontro em que o superintendente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), João Arthur Mohr, apresentou um panorama detalhado sobre infraestrutura e logística no Paraná, especialmente na Região Oeste. Entre os dados apresentados, um dos pontos que mais chamou a atenção das lideranças locais foi o fato de Toledo não estar contemplada com obras estruturantes dentro do atual contrato de concessão do pedágio, tanto em direção a Cascavel quanto a Marechal Cândido Rondon.
O superintendente da Fiep alertou no encontro que o município praticamente está fora dos investimentos previstos pelas concessionárias, mesmo estando em uma das regiões de maior força econômica e produção agroindustrial do Estado. “Especialmente aqui, na região de Toledo, que acabou não sendo contemplada por quase nenhuma obra do pedágio”, afirmou Mohr ao comentar o Lote 5 das concessões rodoviárias. As obras, que poderiam ser executadas, são de viadutos, trincheiras e marginais de pista, entre outras. O alerta do superintendente foi feito em reunião de empresários do setor industrial, organizada pela Associação Comercial e Empresarial de Toledo. Gafuri participou também como diretor de Agronegócio da Acit.
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Apesar do cenário preocupante, Mohr destacou que ainda existe uma possibilidade concreta de recuperação desse espaço por meio de um fundo estimado em aproximadamente R$ 400 milhões, recursos oriundos do processo de concessão e destinado exclusivamente para obras não previstas inicialmente no contrato. As obras previstas em outras regiões foram requisitadas, em sua maioria, nos períodos em que foram realizadas audiências públicas.
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AF TurismoAinda de acordo com Mohr, o valor pode ser utilizado em intervenções estratégicas, como construção de viadutos, marginais e melhorias em acessos considerados críticos para o desenvolvimento regional. O mapa interativo, produzido pela Fiep (www.observatoriodospedagios.org.br) mostra que no território de Toledo há um vazio de investimentos.
Mobilização
O representante da Fiep também ressaltou que a definição dessas futuras obras dependerá da mobilização regional e da participação ativa da sociedade organizada nas chamadas reuniões tripartites, que são encontros realizados entre concessionária, Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e usuários das rodovias.
Para o presidente do Sindicato Rural de Toledo, Nelson Gafuri, a apresentação trouxe preocupação e, ao mesmo tempo, um alerta sobre a necessidade de união das entidades e lideranças locais. “Nós estamos praticamente no escuro. Parece que querem esconder a cidade de Toledo, a nossa região que tanto produz. Todo mundo passa e Toledo fica escondido. Não temos um viaduto, não temos uma marginal, não temos nada”, declarou.

Gafuri afirmou ainda que o momento exige articulação imediata para evitar que Toledo continue perdendo competitividade logística, principalmente diante da força do agronegócio e da agroindústria regional. “Temos que começar a correr atrás. Talvez consigamos recuperar esse tempo perdido. Não sei de quem foi a falha, porque não foi pedido nenhuma obra”, pontuou. Ao longo da apresentação, João Arthur Mohr reforçou que Toledo vive um momento decisivo para planejar seu crescimento industrial e logístico, especialmente diante da expansão econômica da Região Oeste. Segundo ele, acessos industriais são fundamentais para garantir segurança, fluidez no trânsito e competitividade econômica.