Toledo registrou 13 mortes no trânsito no primeiro semestre deste ano, contra 39 em todo o ano de 2025 e 50 em 2024. Os dados foram apresentados pelo secretário municipal de Segurança e Trânsito, Rogério de Lima, em entrevista ao Toledo News.
Segundo o secretário, o excesso de velocidade é o principal responsável pelas mortes no trânsito da cidade. Ele afirmou que os sinistros com dano material e ferimentos leves têm outras causas frequentes, como o uso do celular ao volante e a desatenção, mas raramente terminam em óbito. O acompanhamento dos números é feito pelo Programa Vida no Trânsito (PVT), ativado no município em 2025, que reúne dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Guarda Municipal (GM), das polícias Militar e Civil e da área da saúde.
Rogério de Lima também atribuiu o resultado registrado no primeiro semestre às mudanças realizadas em cruzamentos considerados críticos no trânsito de Toledo. Entre as medidas adotadas está a proibição de conversões à esquerda em determinados pontos da cidade. Segundo o secretário, no cruzamento das ruas Dom Pedro II e Bento Munhoz da Rocha Neto, que anteriormente concentrava registros frequentes de acidentes, não houve novos sinistros após a implantação da alteração. Restrições semelhantes também foram adotadas nos cruzamentos da Avenida Senador Attílio Fontana com a Rua Piratini, da Rua São João com a Rua Raimundo Leonardi e da Rua Santos Dumont com a Raimundo Leonardi.
Para reduzir o número de mortes e sinistros, a Prefeitura prepara a contratação de uma empresa especializada para realizar um estudo de mobilidade urbana em toda a cidade. O levantamento deve indicar os lugares mais adequados para a instalação de semáforo, radar, lombada ou faixa elevada, além de apontar mudanças no fluxo e na abertura das vias. Também estão em andamento processos de licitação para comprar novos equipamentos semafóricos e aparelhos de fiscalização eletrônica.
O secretário rebateu a crítica de que a fiscalização funcionaria como uma "indústria de multas". Para ele, quem faz esse tipo de reclamação costuma ser quem comete infração com frequência, já que o motorista que anda dentro das regras não é autuado. "Se você sabe que a via é 60, por que que você passa a 80?", questionou. Segundo Rogério de Lima, as infrações fiscalizadas são previstas na legislação federal, e agentes que realizarem autuações sem justificativa podem responder civil e criminalmente.
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