O auditório do Campus da Indústria, em Curitiba-PR, foi palco de uma noite memorável na última terça-feira, 21. O Prêmio Fiep de Jornalismo 2025, um dos mais importantes do país, reconheceu o trabalho da Embaixada Solidária e da jornalista Edna Nunes, vencedora na categoria Jornalismo Independente, com a reportagem ???Segurança Alimentar 360º ??? Migrantes reescrevem histórias, impulsionam a economia e alimentam esperanças no Paraná???.
A reportagem premiada foi divulgada no Portal Toledo News e retrata o impacto do Programa Segurança Alimentar 360º ??? Desafio Perda Zero (IBRF), desenvolvido pela Embaixada Solidária, organização que há mais de uma década atua na inclusão de migrantes e refugiados no mercado de trabalho, unindo solidariedade, inovação e sustentabilidade. A sede do Programa de Segurança Alimentar é a Cozinha Mundo, construída com recursos de edital de Fundação Cargill, uma semente que tem rendido bons frutos e inspirado muitas outras pessoas e organizações.
O texto revela como o reaproveitamento de alimentos e a força da indústria paranaense têm se transformado em pontes de recomeço e dignidade para milhares de pessoas que reconstruíram as suas vidas no Brasil.
Com esta conquista, Edna Nunes soma 15 prêmios de jornalismo em sua carreira, todos doados integralmente a projetos sociais.
Cada troféu representa um gesto de devolução à sociedade e reforça a coerência entre a sua trajetória profissional e o compromisso humanitário que conduz a Embaixada Solidária.
Da Cozinha para o Mundo
A reportagem mergulha nas histórias reais de migrantes que encontraram na gastronomia e na indústria caminhos de recomeço.
Entre elas, a de Amsato Seye, mãe senegalesa de seis filhos, que trabalha em uma indústria e guarda parte do salário para trazer a sua família do Senegal; e a de Iscardely Nicolas, jovem haitiana que, através da Cozinha Solidária, constrói um futuro de segurança alimentar para a sua filha, Emily.
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O texto também apresenta números que evidenciam a força da inclusão produtiva: entre 2018 e 2022, 8.379 migrantes ingressaram no mercado formal paranaense, sendo 38,80% absorvidos pela indústria e cerca de 30 mil atuando em cooperativas.
Empresas como a Fiasul, com 34,00% de migrantes em seu quadro, são exemplos de que desenvolvimento e empatia podem caminhar juntos.
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Acit???O impacto do programa vai muito além da economia. Quando vejo migrantes e refugiados encontrando dignidade através do trabalho e da alimentação, tenho certeza de que estamos cumprindo um papel maior: garantir que cada pessoa seja respeitada???, destacou Luiz Albuquerque, coordenador do programa.
???A história da minha família começou quando minha avó trocou o seu colar de pérolas por pães. Hoje, ao empregar migrantes e apoiar o programa Segurança Alimentar 360º, renovo esse legado. Não é apenas responsabilidade social, é memória, é justiça histórica, é humanidade???, afirmou Rainer Zielasko, CEO da Fiasul.
Da notícia ao gesto
Edna recebeu o prêmio profundamente emocionada e anunciou, ainda no palco, que doaria integralmente o valor da premiação ao próprio programa que inspirou a reportagem, o Segurança Alimentar 360º Desafio Perda Zero (IBRF).
O gesto, aplaudido de pé, foi considerado o momento mais simbólico da noite. ???Este prêmio não é apenas meu. Ele pertence a cada mulher e homem que transforma sobras em alimento, fome em oportunidade e dor em esperança. O verdadeiro jornalismo é aquele que devolve à sociedade aquilo que ela nos entrega: humanidade???, declarou Edna, com a voz embargada.
Durante o discurso, a jornalista também prestou homenagem aos colegas que abordaram o tema da migração e do refúgio, reforçando a importância de um jornalismo comprometido com as transformações sociais.
Em seguida, dedicou o prêmio aos mais de 30 mil migrantes que, todos os dias, constroem o Estado do Paraná e fazem da diversidade uma força econômica e humana.
A entrega oficial da doação ocorrerá no dia 03 de novembro, na sede da Embaixada Solidária, em Toledo, simbolizando o retorno do prêmio à causa que o inspirou.
Paraná: economia e solidariedade no mesmo prato
O Paraná tem se consolidado como referência nacional em reaproveitamento alimentar e inclusão de migrantes no setor produtivo.
O Programa Indústria Acolhedora (Fiep/Sesi Paraná) orienta empresas a desenvolver políticas de acolhimento e trabalho digno, prevenindo situações de exploração e estimulando a integração cultural e econômica.
Empresas e cooperativas se tornaram verdadeiras pontes de recomeço, garantindo produtividade e fortalecendo comunidades inteiras.
Entre os parceiros do programa, duas vozes se destacam pelo envolvimento direto na transformação da realidade alimentar do Oeste do Paraná. ???Quando cozinhamos juntos, percebemos que a indústria é mais do que produção: é inclusão. Segurança alimentar é dignidade hoje e certeza amanhã. Cada alimento que seria desperdiçado e encontra uma nova mesa é uma vitória para todos nós, para quem doa, para quem recebe e para quem acredita em um futuro mais humano e sustentável???, afirmou Caique Eduardo, representante do Instituto BRF, instituição parceira na logística e no reaproveitamento dos alimentos.
???Cada doação é mais do que comida. ?? futuro. O Paraná sempre produziu para o mundo; agora também alimenta vidas e esperanças. Em cada cesta entregue, existe a força de muitas mãos, da indústria, das cooperativas, das entidades e dos migrantes que hoje fazem parte dessa nova economia solidária???, destacou Edson Pimenta, do Banco de Alimentos de Toledo.
Nos últimos seis meses, o Banco de Alimentos distribuiu 115 toneladas de hortifrutis, em parceria direta com a Embaixada Solidária, convertendo sobras industriais em alimento, aprendizado e dignidade.
Um prêmio que volta para a mesa de quem precisa Promovido pelo Sistema Fiep, o Prêmio Fiep de Jornalismo reconhece reportagens que evidenciam o papel da indústria e do cooperativismo na construção de um mundo mais sustentável, alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.
Em 2025, o concurso recebeu mais de 300 inscrições de profissionais de todo o país, reafirmando o seu prestígio entre os maiores prêmios de jornalismo do Brasil.
Ao final da cerimônia, Edna Nunes desceu do palco sob aplausos demorados, levando nas mãos não apenas um troféu, mas o símbolo de uma jornada inteira dedicada à causa humanitária. O movimento migratório é um dos temas centrais da carreira e da vida da jornalista toledana.
Reconhecida nacionalmente como uma das jornalistas brasileiras mais atuantes na pauta da migração e do refúgio, Edna tem o coração na causa que escolheu defender, e a escrita como ponte entre mundos.
Sua trajetória profissional se confunde com a missão da Embaixada Solidária, que há mais de uma década acolhe, forma e integra migrantes e refugiados em solo paranaense.
Naquele momento, a emoção transbordou em palavras simples, mas carregadas de sentido. ????? deles que vem a força, a coragem e a esperança. Eles me ensinaram que toda travessia pode ser recomeço???.
Edna falou como quem conhece a dor e a beleza do exílio. Falou como quem aprendeu, ao longo de tantos encontros, que a solidariedade é o idioma universal da humanidade.