Equipe de Endemias mantém monitoramento da dengue e divulga boletins epidemiológicos

O Setor de Combate às Endemias segue com ações permanentes de monitoramento e prevenção da dengue e da febre chikungunya em Toledo, com foco na identificação antecipada de áreas com maior risco de infestação do mosquito Aedes aegypti. Dentro desse trabalho contínuo, o setor divulgou, nesta sexta-feira (09), o primeiro boletim epidemiológico de 2026, juntamente com o último levantamento referente a 2025.
Como parte das atividades de campo, uma equipe formada por 19 servidores realizou, na manhã desta sexta-feira (9), vistorias técnicas e a instalação de ovitrampas no Jardim Coopagro. A ação integra a nova metodologia adotada pelo município para ampliar o monitoramento da circulação do mosquito em diferentes regiões da cidade. A técnica substitui parcialmente o Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), que passa a ser realizado uma vez por ano.
Ovitrampas
São armadilhas utilizadas para atrair fêmeas do Aedes aegypti, que depositam seus ovos em lâminas de eucatex instaladas em pequenos recipientes com água. O equipamento permite acompanhar a presença do vetor de forma contínua, subsidiando ações preventivas do setor. “Hoje realizamos a instalação de quatro ovitrampas, tanto em terrenos baldios quanto em residências. Os moradores são orientados sobre o funcionamento das armadilhas e, após sete dias, fazemos a recolha para avaliar o nível de infestação do mosquito nas localidades”, explicou a supervisora do Setor de Combate às Endemias, Luana Sthefani Kirch Binsfeld.
Além da instalação das armadilhas, a equipe também realizou visitas aos moradores do Jardim Coopagro para orientação sobre medidas de prevenção. “As vistorias são importantes para alertar a população, pois muitas vezes os profissionais identificam possíveis criadouros que passam despercebidos no dia a dia. Com isso, é possível eliminar focos e orientar os moradores sobre os cuidados necessários”, pontuou Luana.
Boletins
De acordo com o boletim epidemiológico, em 2026 ainda não há registro de casos confirmados de dengue ou febre chikungunya no município, uma vez que os possíveis casos encontram-se em análise laboratorial. O ano de 2025 foi encerrado com 17 casos confirmados de febre chikungunya e 1.182 casos de dengue, doença que resultou em dois óbitos.
O coordenador do Setor de Endemias, Antônio Moraes, destacou que o município mantém acompanhamento contínuo dos indicadores. “Desde julho de 2025, temos uma média aproximada de 2,8 casos positivos mensais. Ao analisarmos a série histórica da dengue em Toledo, identificamos que o Período de Risco Elevado ocorre entre as semanas epidemiológicas 8 e 21. Como estamos na primeira semana epidemiológica, os esforços estão concentrados no bloqueio de casos suspeitos e no monitoramento por meio das ovitrampas, que permitem a construção de um mapa mais preciso das áreas com maior e menor infestação”, explicou.
Antônio também reforçou as orientações à população. “É fundamental eliminar qualquer recipiente que acumule água parada, manter quintais limpos e calhas desobstruídas. Em relação às ovitrampas, pedimos que os moradores recebam as equipes e facilitem o acesso aos pontos estratégicos dos imóveis. As equipes estão identificadas e a colaboração é essencial para que o monitoramento seja eficaz e permita antecipar ações antes do Período de Risco Elevado”, concluiu.




















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