Gordura no fígado: causas, diagnóstico e tratamento


Foto: Toledo News

Doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) é a denominação atual para as lesões hepáticas decorrentes do acúmulo de gordura no fígado, sem história de ingestão alcoólica abusiva (menor que 20 a 30 g/dia). No aspecto histológico não se diferencia do encontrado nas hepatites alcoólicas.

A DHGNA compreende desde uma simples esteatose (aumento de gordura no fígado), podendo permanecer estável, ou evoluir para esteato-hepatite, fibrose, cirrose e hepatocarcinoma (câncer), dai a importância de se fazer o diagnóstico e tratamento corretos.

Existem alguns fatores que aumentam o risco para a DHGNA que são obesidade central (abdominal), perda ou ganho muito rápido de peso, diabetes, dislipidemias (aumento do colesterol e triglicérides) e a síndrome metabólica (conjunto de doenças cuja base é a resistência insulínica) e a DHGNA acomete de 20 a 40% da população geral, sendo a causa mais comum de doença crônica no fígado, devido ao aumento de obesidade no mundo.

A maioria dos pacientes não apresentam sintomas ou sinais clínicos no diagnóstico inicial, normalmente é apenas um achado acidental de imagem para outros fins, porém alguns pacientes podem referir queixas inespecíficas como fadiga, mal-estar, desconforto abdominal na parte superior direita do abdome e sensação de estufamento.

O diagnóstico da DHGNA é feito com exames laboratoriais, dosagem das enzimas hepáticas com TGO,  TGP, fosfatase alcalina e gama gt, podendo elas estarem elevadas e inicialmente solicitar a ultrassonografia sendo este o primeiro exame de imagem para avaliar as alterações bioquímicas. Em alguns casos específicos podemos solicitar tomografia e ressonância magnética. Os exames podem evidenciar esteatose grau 1 ou leve: quando há pequeno acúmulo de gordura, grau 2: quando há um acúmulo moderado de gordura no fígado e grau 3: quando ocorre grande acúmulo de gordura no fígado.

Várias condutas terapêuticas já foram realizadas, porém não há nenhum tratamento comprovado que mude a doença. Os tratamentos utilizados são perda de peso, exercícios físicos regulares, mudança dietéticas, controle da diabetes e dislipidemias, uso de antioxidantes, vitamina E e até mesmo as cirurgias metabólicas. A perda de peso e atividade física regular são as principais recomendações para tratamento e controle da DHGNA, esta perda de peso deve ser lenta e gradual, pois a perda rápida de peso está relacionada a piora do quadro, não devendo passar de 1,6 kg por semana, com exceção da cirurgia bariátrica.

Doutor Leandro Faé

CRM – PR 36.049

Clínica Endogastro Toledo

Cirurgia Geral pelo Hospital Felício Rocho – Belo Horizonte-MG

Endoscopia Digestiva pela Faculdade Suprema – Juiz de Fora-MG

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Dr. Leandro Faé

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