O Museu Histórico Willy Barth, de Toledo, abre as portas, na próxima semana, para duas exposições que colocam a arte contemporânea em evidência e convidam o público a diferentes experiências de reflexão. Além disso, ampliam a programação cultural de Toledo ao reunir artistas, linguagens e propostas que dialogam com identidade, memória e transformação.
A mostra "Frida Kahlo: Uma Mulher à Frente do Seu Tempo" será lançada na próxima terça-feira (28) e seguirá em cartaz até 26 de agosto. Por sua vez, a exposição "Paisagens da Memória" terá início no próximo sábado (1º/8) e poderá ser vista pelo público até 1º de outubro. As duas exposições podem ser visitadas de terça a sexta-feira, das 8h às 11h45 e das 13h30 às 17h30. No primeiro e no segundo sábado de cada mês, o espaço também recebe visitantes das 13h30 às 17h30. A entrada é gratuita.
Embora distintas em temática e linguagem, o museólogo do Willy Barth, Luan da Rosa Pacheco, entende que as duas exposições compartilham o propósito de estimular o olhar do público para além da contemplação estética. “Enquanto a mostra dedicada a Frida Kahlo aborda questões como identidade, superação e protagonismo feminino, a produção de Fabricio Fontolan investiga o papel da memória na construção das experiências individuais e coletivas, reforçando o potencial da arte como instrumento de reflexão sobre o presente e o futuro”, analisa.
Força feminina
A exposição itinerante "Frida Kahlo: Uma Mulher à Frente do Seu Tempo" chega a Toledo após percorrer diversas cidades de São Paulo e do Paraná. A mostra, que passa pelo 28º espaço diferente, reúne obras de artistas de diferentes regiões do país, entre eles dez paranaenses, que apresentam pinturas, desenhos, assemblagens, arte digital e arte têxtil inspirados na vida, na obra e no legado da artista mexicana. Mais do que uma homenagem, a exposição propõe reflexões sobre a força feminina, a liberdade criativa, a resistência e a diversidade de olhares que Frida Kahlo continua despertando na arte contemporânea.
A realização é da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), por meio da Pró-Reitoria de Extensão (Proex), em parceria com a Vieirarte Produções, com apoio da Secretaria Municipal da Cultura. A curadoria é assinada por Luciano D'Miguel, chefe do Departamento Cultural da Proex/Unila, e pela artista plástica e produtora cultural Maria Vieira, idealizadora do projeto.
Memória afetiva
Já "Paisagens da Memória", do artista plástico Fabricio Fontolan, convida os visitantes a revisitar o Paraná pela perspectiva da lembrança e do afeto. Em vez de retratar fielmente as paisagens, o artista investiga como determinados lugares permanecem vivos na memória, mesmo após serem transformados pelo tempo.
Inspiradas pela tradição figurativa e pelo pensamento do historiador da arte Ernst Gombrich e pelas telas de Claude Monet e Caspar David Friedrich, as obras exploram a relação entre pintura, identidade e experiência, transformando cenários cotidianos em presenças psicológicas e afetivas. A exposição é uma realização da Fontolan Arte, em parceria com o Museu Histórico Willy Barth, e conta com o apoio da Secretaria Municipal da Cultura.